Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no Concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai o mais recente disco de Trijntje Oosterhuis.
 O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Data de lançamento: 15 de setembro de 2017
Nota: 9/10

Os grandes lançamentos discográficos acontecem, por norma, entre os meses de setembro e novembro de cada ano. É para a reta final anual que as editoras guardam os seus maiores nomes e assim não foi de estranhar que a Warner Music Benelux optasse por apresentar o novo álbum de Trijntje Oosterhuis em setembro. “Leven van de liefde” é o primeiro álbum depois de “Walk along” (2015) e é inteiramente cantado em holandês, e de outro modo não podia ser, pois trata-se de uma homenagem à música holandesa dos últimos 50 anos, versões temporalmente ecléticas que vão desde temas imortalizados por nomes incontornáveis da música holandesa, como são os casos de André Hazes (“Eenzaam Zonder Jou”) ou Willeke Alberti – representante da Holanda da Eurovisão 1994, recuperando aqui um sucesso de 1975, “Telkens Weer “ - a indícios do que se passa na cena hip hop holandesa, oiça-se “Jungle” (original de Broederliefde, 2015).

Pelo meio, temos versões em holandês de temas provenientes de nomes sonantes a nível internacional, tal como Jacques Brel ( “Als De Liefde Niet Bestond”, “Quand on n’a que l’amour” no original) ou Bob Dylan (“Tot Jij Mijn Liefde Voelt”, “Make you feel my love”). A nível sonoro, trata-se, essencialmente, de um álbum acústico, com algumas entoações jazzísticas, onde a guitarra acústica e a voz de Trijntje são os ingredientes principais, transportando-nos, de imediato, para um cenário imaginário de concerto em teatro (aliás, o álbum está a ser promovido ao vivo precisamente numa tournée por teatros). Dizem que as primeiras impressões são fundamentais para o estabelecimento das relações interpessoais. Ao ouvir o tema de abertura de “Leven van de liefde”, o emocionalmente potente “Eenzaam Zonder Jou”, ficamos a crer que as primeiras impressões também são igualmente importantes a nível auditivo, pois, finalizada a primeira canção, só nos apetece ouvir os outros 15 temas de uma assentada só. Exagerado? Nem pensar! Só não tem nota máxima porque se trata de versões, embora essas versões sejam mesmo versões, ou seja, recriações e não colagens dos originais.

O disco está actualmente no #49 do top holandês, sendo o #7 a sua melhor posição até ao momento.

“Eenzaam zonder jou” ao vivo (Muziekcafé)


'Mooi Verhaal' ao vivo (Muziekcafé)


“Voor Haar” ao vivo (Muziekcafé)



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Fonte: OPINIAO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

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