A empresa que representa Salvador Sobral, a Fado in a Box, emitiu um comunicado no qual pede "respeito" pelo cantor português, condenando a "exploração vergonhosa da vida privada".

Depois de várias notícias sobre o estado de saúde de Salvador Sobral, cantor que continua internado no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, em lista de espera por um transplante cardíaco, a empresa que representa Salvador, Fado in a Box, emitiu um comunicado condenando a exploração "vergonhosa" da vida privada do artista. 

Reforçando o pedido por "privacidade" em torno do estado de saúde do cantor, o comunicado apela a todos os admiradores que "não embarguem nas inverdades contadas todos os dias", pedindo "respeito" por Salvador Sobral.

Aceda ao comunicado na íntegra:




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Fonte: Blitz /Imagem: Caras /Vídeo: Eurovision.tv

7 comentário(s):

  1. Anónimo17:20

    Deviam ter pensado nisso quando amigos e familiares "as fontes próximas do Salvador" começaram a vazar informação sobre o seu estado de saúde já durante as semi-finais do festival da canção. Ou será que não foi mesmo a sua agência que sem conhecimento ou consentimento do próprio Salvador utilizou o seu estado de saúde para promover a sua carreira e venda de discos e concertos? Quando se abre uma porta depois é muito dificil fechá-la. Existem dezenas de figuras públicas de quem a vida privada nunca foi noticia ou capa de revistas, e mesmo quando alguma noticia aparece a agência que faz a sua promoção actua nos bastidores de forma a conter a informação. E que tal falarmos também sobre o número absurdo de concertos, a que foram posteriormente adicionadas mais datas em Setembro e Outubro, de um artista que vivia um tão delicado problema de saúde? Ou as entrevistas dos médicos e dos responsáveis pelo instituto Português de Cardiologia sobre o estado de saúde de um paciente, que deveria antes de tudo ser mantido privado?
    Talvez não tivesse sido também muito prudente e reflectido meter-se assim "na boca do lobo" da opinião pública durante esta fase tão delicada da sua vida... não sejamos ingénuos...

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    1. Anónimo13:06

      Às vezes questiono-me que falta de empatia e respeito pelo próximo são estas? Como se tudo o que é indefensável pudesse ser justificado com princípios supostamente lógicos, mas aos quais falta a verdade.
      Fontes próximas começaram a vazar informação sobre o estado de saúde do Salvador? Que fontes próximas? As revistas servem-se imenso desse epíteto para se defenderem a elas próprias. As afirmações têm de ser sempre atribuídas a alguém. Tanto o Salvador como a sua agência sempre se pautaram por uma discrição relativamente a este assunto e a primeira vez que se ouviu um órgão oficial a referir-se à situação foi numa notícia da RTP, que naturalmente teria de explicar o porquê do Salvador ir uma semana mais tarde para Kiev. Quanto a vendas e concertos, o Salvador sempre manifestou interesse em fazer música pela música e sempre revelou não se identificar com o conceito de "fábrica de canções" com um interesse exclusivamente lucrativo.
      Relativamente ao facto de existirem inúmeras figuras públicas sobre as quais nunca nada foi noticiado, parece-me que o Salvador Sobral acaba por assumir-se como um caso ímpar: primeiro artista português a ganhar a eurovisão e com uma narrativa sui generis que vende (independente/ de gostarmos ou não desta exploração sensacionalista da vida privada das pessoas, notícias sobre Salvador vendem).
      Número absurdo de concertos? Natural o Salvador querer fazer concertos... é a sua profissão e nunca foi negado que o palco é um daqueles lugares onde o visado esquece os seus próprios problemas.
      Quanto às entrevistas do presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, as declarações são lamentáveis e estou certo que são repudiadas tanto pelo Salvador, família e agência - de qualquer forma não sei até que ponto configuram um crime, dado que a generalidade das declarações referem-se à insuficiência cardíaca em geral e a dados epidemiológicos.
      O Salvador meteu-se na boca do lobo? Sim, meteu-se. Meteu-se na boca do lobo porque queria fazer a sua música. Meteu-se na boca do lobo porque entrou numa competição musical sem nunca pensar nas consequências e no desfecho da mesma. Meteu-se na boca do lobo porque as pessoas sentiram-se tocadas com a sua música e pela sua voz... e meteu-se na boca do lobo porque existem pessoas que fazem questão de não compreender nada de nada.
      Não se sirva do Salvador para revelar a sua falta de caráter enquanto pessoa!

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    2. Anónimo14:50

      Se leu atentamente o comentário ele trata de defender o próprio Salvador enquanto pessoa e enquanto artista. Não é responsabilidade sua conhecer os meandros da comunicação social tal como ela existe nos dias de hoje (não sejamos aqui moralistas ou ingénuos), mas foi certamente mal assessorado pela sua equipa de comunicação e promoção em determinados momentos em que poderia sim ter-se resguardado mais. Existem muitos músicos a fazer música em Portugal e nem por isso temos a sua vida privada explorada nos jornais ou sabemos os métodos contraceptivos que usam. O Salvador merece todo o meu respeito e é exactamente por isso que o vejo como uma pessoa adulta madura, livre para fazer as suas escolhas e enfrentar as suas consequências, tanto positivas como negativas, e não como "o coitadinho" que é preciso andar sempre a defender. Aliás a maneira mais fácil de estancar informação sensacionalista neste momento seria em vez de emitir o comunicado "tenham dó do coitadinho" vitima das "inverdades", emitir um breve e resumido comunicado colocando os fãs a par dos desenvolvimentos clínicos. Não se sirva dos outros para revelar a sua falta de inteligência e compreensão...

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    3. Anónimo18:06

      O seu comentário trata de defender o Salvador enquanto pessoa e artista? Valha-me Deus! :d :d :d

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    4. Anónimo18:07

      Eu também muitas vezes me coloquei a questão, onde esteve a empatia pelo tão delicado momento de vida que o Salvador atravessa hoje, mas há muitos meses previsível de sofrer um inexorável agravamento se não fosse entretanto submetido a um transplante cardiaco? Onde esteve a empatia daqueles que por detrás do Salvador enquanto artista gerem a sua carreira, e se focaram em promover mediaticamente o artista, mas esqueceram tantas vezes a dimensão pessoal de alguém numa tão delicada encruzilhada de vida? Onde estiveram aqueles que agora apelam à comunicação social o respeito pela pessoa, mas que foram eles mesmos a promover entrevistas que exploram sobretudo a dimensão pessoal das figuras públicas? Quantas namoradas famosas fizeram parte das comitivas oficiais na final da Eurovisão? Tanto quanto me lembro apenas o marido da Jana Burceska, e numa clara propaganda mediática. Quando queremos passar desconhecidos e incógnitos, não nos colocamos na situação de ser inevitavelmente filmados em directo para uma plateia de 200 milhões de espectadores em todo o mundo. Tenho a certeza que outros familiares e amigos dos artistas estariam presentes entre a assistência do evento, mas escolheram não aparecer para as câmaras. Onde esteve o bom senso quando promoveram um Tour de concertos tão extenso, que já de si seria desgastante para qualquer pessoa saudável, quanto mais para alguém com tão delicado problema de saúde? Não seria mais sensato ter terminado os concertos já programados e ter-se naturalmente afastado dos palcos para dedicar tempo à sua vida pessoal ou compôr e continuar o seu trabalhado enquanto músico de uma forma menos exigente e fisicamente desgastante? Sem prejuizo de que o Salvador continuasse a fazer aquilo que mais ama, não poderiam ter sido agendados um menor nº de concertos, mais espaçados e que não implicassem tantas deslocações e afastamento do seu meio familiar? Porque é que se programam novas datas de concertos, quando a olhos de todos podemos ver um Salvador fisicamente cada vez mais fragilizado? Ou será que o cancelamento "repentino e inesperado" das últimas datas de concertos e a promoção do "concerto de despedida" não atirou de novo o albúm para os primeiros lugares no Top nacional? Será que a máquina que se move por detrás da figura Salvador enquanto artista é assim tão ingénua ao desconhecer que as consequências de determinadas escolhas mediáticas, entrevistas, estratégias de promoção que expõem a dimensão pessoal do artista, são no mercado musical actual aquilo que promove as vendas, e enche as salas de concertos? São assim tão ingénuos ao desconhecer que a forma como alimentaram ou deixaram a comunicação social explorar determinadas situações iria inevitavelmente colocar o Salvador numa posição que neste momento não teria condições emocionais para enfrentar?
      Ou será que simplesmente esqueceram a empatia quando quiseram explorar ao máximo este momento mediático na sua carreira e rentabilizar o investimento feito pela editora num artista emergente?

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    5. Anónimo18:07

      (continuação) Se os médicos que o assistem podem dar entrevistas com descrições pormenorizadas sobre a sua situação clínica, o seu lugar no "ranking de espera" etc, porque não poderia a sua agência de comunicação emitir comunicados oficiais para alimentar a curiosidade natural dos fãs (que compram as revistas) mas estancar todo o sensasionalismo? Ou será que todo este "coitadismo" e o jogo do gato e do rato é aquilo que continua a render?
      Quanto à familia e ao Salvador façam como eu, que à parte a informação que vou encontrando aqui no ESC nunca me deparei com nenhuma outra noticia sobre ele. É muito fácil quando assim o desejamos, passar ao lado e não alimentar o circo mediático que apesar de lamentável, faz inevitavelmente parte da nossa sociedade contemporânea. Chama-se a isso liberdade de escolha. Acredito que o Salvador não tivesse sabido aquilo com que estava a lidar, e além do seu pseudo-idealismo, tenha até sido ingénuo e impreparado, mas certamente está rodeado de profissionais profundamente conhecedores do meio, que deveriam ter sido eles mesmos a gerir todo este processo de outra maneira. O fenómeno mediático é uma engrenhagem que tem dois lados da moeda, não podemos cair no facilitismo de criticar a imprensa sensasionalista sem nos tornamos responsáveis pela parte que nos toca. São as regras estabelicidas do jogo, e não fui eu que as inventei.

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  2. Rui Ramos19:17

    Louvo o escportugal que não entra na onda das revistas cor de rosa, contando apenas a verdade como é o caso da reprodução desse comunicado

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