Francesco Gabbani lançou hoje o videoclipe para o single Pachidermi E Pappagalli, retirado do seu álbum Magellano.


Francesco Gabbani continua a promover o seu mais recente álbum, Magellano. O representante italiano no Eurovision Song Contest 2017 lançou hoje um vídeo para o tema  Pachidermi E Pappagalli (Paquidermes e Papagaios, em português). Tal como acontece na sua música eurovisiva, Pachidermi E Pappagalli está repleta de críticas à sociedade atual. Esta já é uma característica das criações de Francesco Gabbani.

A canção debruça-se sobre como a liberdade de expressão na internet se transformou num campo aberto para as notícias falsas e as teorias da conspiração. Na letra são referidas teorias sobre aliens, Elvis Presley, o antigo Egito e muitos outros temas.

Francesco Gabbani pôs de lado um regresso ao Sanremo como participante. No entanto, afirma que se for convidado para atuar aceitará o convite pois o festival italiano foi o ponto de viragem na sua carreira e lançou-o para o estrelato.

Veja o vídeo de Pachidermi E Pappagalli:

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Fonte: Wiwibloggs / Imagem: RecensiamoMusica / Vídeo: FrancescoGabbaniVEVO

7 comentário(s):

  1. Anónimo00:35

    "Pachidermi E Pappagalli" é uma canção irônica que narra a necessidade tão patente na nossa cultura actual de ter sempre uma teoria sobre algo, fugindo da realidade através de fantasiosas conspirações, feitas de lugares comuns e dialética. O homem na sua necessidade de acreditar em algo, encontra nas muitas, talvez demasiadas "notícias falsas" difundidas tão facilmente na internet e nas teorias da conspiração, numa fuga da sua própria realidade pessoal. É também uma fuga de um certo tipo de cultura, implementada para provar a si mesma que é inconformista, mas tornando-se ainda mais conformista que os próprios conformistas, acreditando de forma simplista e superficial em todas as noticias difundidas pelos midia e na web. A originalidade e a sátira irónica de Francesco Gabbani, mais uma vez oferecendo-nos um outro ponto de reflexão sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos rodeia. No seu estilo musical único e especialmente nas suas letras, muitas vezes contendo temas universais sobre a condição humana - assuntos incomuns para canções pop - pretende guiar-nos a encontrar a coragem para enfrentar o maior desafio que qualquer ser humano pode empreender, reconhecer a sua essência como tal, com todas as suas complicações e inseguranças. Mas não se iludam aqueles que pensam que o Francesco é só canções dançaveis e divertidas, no seu álbum Magellano, os temas "Spogliarmi", "La mia versione dei ricordi" e "Foglie al gelo", mostram também o seu lado mais intimista e emocional, poemas simplesmente brilhantes e que revelam toda a sua profundidade enquanto autor. Um dos cantautores italianos mais originais e promissores da nova geração. Sem medo de arriscar e capaz fugir aos lugares comuns tão frequentes no panorama musical actual, tem sido premiado pela sua criatividade, demonstrando que a música Pop também pode ser impregnada com "verdadeiro conteúdo".

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  2. Rui Ramos03:23

    Não é um grande interprete, mas sim um grande performer

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    1. Anónimo04:50

      Na verdade o Francesco não se define a si mesmo como interprete, mas como um autor que canta a música que escreve. Por esse motivo nunca esteve interessado em participar em talent shows. Segundo ele esse tipo de linguagem não se enquadrava na sua maneira de se expressar musicalmente, e era demasiado limitada para a sua necessidade de expressar-se sobretudo enquanto compositor e letrista. Além de compositor, letrista, cantor é também poli-instrumentista ( guitarra acústica, guitarra elétrica, piano, bateria, baixo ) Estive no concerto em Sanremo no dia 7 de Setembro e ao vivo é simplesmente fantástico, genial! Um artista de excepção capaz de emocionar e emocionar-se perante o público, um artista completo, brilhante e carismático, realmente fora de série. Não tenho dúvidas que se ele cantasse em inglês seria uma estrela internacional. Custa a crer que demorou tantos anos a fazer-se notar...

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  3. Anónimo04:18

    Como ele próprio define em tom auto-irónico, na sua "profunda ligeireza" esta canção pode ter duas chaves de leitura a primeira é apenas divertir e despertar um sorriso, a outra e para quem assim o desejar oferecer um ponto de reflexão pessoal, sobre a facilidade e superficialidade em que hoje em dia acreditamos sem qualquer sentido critico em todas as noticias, teorias complotistas e boatos lançados através da internet, numa tentativa de fugir da nossa própria vida e da nossa presente realidade. Coloca também em questão todas as certezas que os media nos dão. Sendo os pachydermes, as supostas "autoridades" que fornecem informações, como "ponto assente" e "verdades incontestáveis" aos quais as pessoas se apegam. E os papagaios, a representação das pessoas que repetem apenas o que se diz, quem acredita nas notícias falsas ou qualquer nova teoria difundindo-as como a verdade real, um novo "credo religioso" nascido na web. Mais uma vez a critica pungente, mordaz e actual com a enorme dose de humor que caracteriza o Gabbani. É tão certeiro e irónico que tenho estado a divertir-me à grande a ler nos comentários do video as teorias de conspiração que os internautas já começaram a tecer sobre os vários elementos que aparecem no video. AHAHHAH
    O mundo está louco e ainda ninguém deu por isso!! AHHAHA

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  4. Anónimo13:26

    Já conheço as músicas do álbum e este videoclip de 'Paquiderme e Papagaio' é mesmo algo do outro Mundo!! Bravíssimo Francesco! Sempre crítico, no seu muito próprio 'ridendo castigat mores'! Para quem o castelhano é mais fluente do que o italiano, fica aqui a música legendada: https://www.youtube.com/watch?v=UrFF4TvcGA8

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  5. Anónimo13:28

    Ao anónimo (anónima) que defende acerrimamente o Gabbani e que o fez com tanto afinco ao longo do ciclo eurovisivo de 2017, no início atacando o Salvador, para depois passar a uma atitude mais conciliatária (logo que viu o andar da carruagem ao nível das apostas), apenas lhe digo que não compensa tanto desgaste e horas de sono perdidas. O Gabbani é um excelente performer, carismático, mas um cantor mediano, ficando nesse aspeto a anos luz do nosso Salvador Sobral. Tem no entanto algo a destacar: as letras das suas canções são socialmente acutilantes, para quem gosta do género. Eu como nunca gostei das canções de intervenção social e/ou política, prefiro as canções emocionalmente acutilantes, como Amar pelos Dois.

    Quanto à riqueza melódica, à qualidade instrumental e de composição musical, esta canção em particular está uns furos abaixo da proposta de Gabbani para a Eurovisão em 2017.

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    1. Anónimo15:01

      É realmente interessante como apesar da vitória os fãs do Salvador ainda se dão ao trabalho de perder o seu tempo a fazer comparações entre dois artistas que musicalmente em nada são comparáveis ( talvez no sentido de humor, no uso critico da ironia como intervenção social, no interesse em usar a sua notoriedade para despertar consciências e fazer intervenção politica sobre assuntos e causas que consideram importantes, pela integridade enquanto artistas) e meter ao barulho "o nosso Salvador" sempre que surge um post sobre o Francesco. Na parte que me toca nunca perdi horas de sono por ninguém, e se muitas vezes deixo aqui os meus comentários sobre um artista que muito aprecio e que acompanho a carreira desde 2016, apenas porque me ajuda a manter-me acordada enquanto faço turnos nocturnos. De factor não me resta muito mais tempo livre para passar o dia a criticar os outros na net só porque sim....
      Por mais respeito que possa ter pelo Salvador Sobral enquanto artista, e nutra alguma simpatia pelo seu sentido de humor e genuidade, de facto nem antes da eurovisão nem depois da vitória a canção "Amar pelos dois" me diz alguma coisa ou me toca emocionalmente, questão apenas de gosto e sensibilidade pessoal, seria de facto hipócrita vir agora tecer-lhe rasgados elogios e proclamar aos quatro ventos a vitória do "nosso Salvador". Em termos de canções "emocionalmente acutilantes" prefiro por exemplo canções como "Immenso", "Il vento si alzerà", "Sploglarmi", "Eternamente Ora", "Foglie al gelo", "Per una vita", "Maledetto Amore", "Per tornare Liberi", ou "La mia versioni dei ricordi" do Gabbani, entre muitas outras de artistas variados.

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