David Fonseca abriu de forma brilhante a nova temporada do ‘Conta-me histórias: Dar Letra à Música’, empolgando o esgotado auditório do Museu do FC Porto. O ESCPORTUGAL participou nesta sessão.

O ‘Conta-me histórias: Dar letra à música’ é um ciclo de conversas-concerto com conhecidos músicos portugueses, onde estes revelam alguns pormenores menos conhecidos das suas vidas e carreiras. Lúcia Moniz, Os Trabalhadores do Comércio, Sérgio Godinho ou Paulo de Carvalho já passaram pelo palco com os moderadores Artur Silva (programador cultural), Jorge Oliveira (jornalista da RTP) e Tito Couto (consultor editorial). O mais recente convidado deste programa foi David Fonseca, considerado por muitos como um dos mais brilhantes músicos portugueses. Esta sessão decorreu na passada sexta-feira no lotado auditório do Museu do Futebol Clube do Porto.

Transversal a todas as gerações, David Fonseca partilhou memórias do tempo dos Silence 4, do projeto Humanos, do seu primeiro álbum em português e da mais recente aventura “Bowie 70”, tributo ao cantor que partiu em 2016. Este trabalho contou com a participação de diversos artistas nacionais, entre as quais Márcia e Rita Redshoes, duas das compositoras participantes no Festival da Canção de 2017. David Fonseca nunca participou no festival da canção, não obstante os diversos pedidos nesse sentido.

Foi membro da banda Silence 4, mas tem um projeto a solo desde 2003. É meticuloso no seu trabalho: para além de compor e escrever a grande maioria de suas canções, é também responsável pelo design gráfico das capas dos seus álbuns e da direção dos seus videoclips. Neste encontro, a conversa foi fluída e divertida, desde a infância em Marrazes, Leiria, passando pelos seus diversos projetos musicais. Pode considerar-se um fenómeno: aprendeu música sozinho, experimentando instrumentos. Canta em inglês porque as maiores referências foram anglo-saxónicas, mas o seu primeiro disco em português não foi algo assim tão difícil. “Acho que o português é mais rico que o inglês”, afirmou. Antes do trabalho final, David confessou ter escrito “dezenas e dezenas de canções numa máquina de escrever”. Tem como missão “reinventar-se”, para não ser “um descanso aos olhos de quem me vê e ouve. Gosto de criar coisas novas e diferentes. A arte tem de ser livre na expetativa”.

Um dos momentos mais curiosos da noite: os críticos. “Há músicos que ligam muito às críticas que veem escritas até nas redes sociais. Eu não ligo nenhuma mas leio todas!”
Intercalando esta conversa de hora e meia, algumas canções de todos os tempos, cantadas ao vivo e apenas com os instrumentos “que tenho à mão”. “A cry for love” foi uma das canções ouvidas, bem como “Someone That Cannot Love” e “Dreams in Color.”

Falando de outros artistas que admira, Fonseca foi peremtório: “O Camané tem a maior voz masculina de Portugal”. Um dos seus mais recentes projetos foi o tributo a David Bowie. “Foi um trabalho que adorei fazer”, disse sem hesitar. David passou do lado de compositor e autor das suas próprias canções, para uma direção de outros artistas, escolhidos por si. “Conciliar agendas foi o mais difícil. São 11 artistas com vidas e carreiras próprias… por isso, não conseguimos fazer um concerto ao vivo. É essa a minha pena”, confessa.

Sobre novos projetos a curto prazo, David não respondeu: “Para já não posso revelar”, deixando a dúvida no ar.




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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagens: ESCPORTUGAL

1 comentário(s):

  1. Anónimo10:38

    Quem me dera ve-lo na lista que vai ser divulgada daqui a pouco

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