A RTÉ organizou o primeiro fórum sobre o Eurovision Song Contest, numa tentativa de dar a conhecer em profundidade o concurso à imprensa e justificar as decisões da emissora pública. Foram ainda adiantados pormenores sobre a escolha para 2018.


Foi na passada quinta-feira que a RTÉ organizou, pela primeira vez, o Eurovision Forum. A iniciativa, que contou com a participação de responsáveis da emissora irlandesa e da austríaca ORF, tinha como objetivos dar a conhecer, com maior profundidade, a Eurovisão e justificar algumas decisões tomadas pela RTÉ. 

O chefe de delegação irlandês, Michael Kealy, foi o principal orador no fórum, tendo afirmado que a televisão pública irlandesa quer vencer a Eurovisão. No entanto, deixou o aviso que caso isso aconteça não teremos um concurso com os mesmos custos de 2012 ou 2014. A RTÉ sofreu um grande corte no seu orçamento, com a crise das dívidas soberanas, e ainda não recuperou totalmente. 

Michael Kealy reconheceu que a RTÉ não consegue atrair grandes nomes para participarem na Eurovisão. Uma das principais razões prende-se com o facto de começar a preparar a participação no concurso europeu muito tarde. Quando a emissora começa conversações com potenciais candidatos, normalmente entre dezembro e janeiro, já todos têm a agenda preenchida para maio. Apesar de reconhecerem este problema, Kealy afirmou que a RTÉ ainda não começou a pensar na lista de potenciais representantes para 2018...

A única decisão que parece ter sido tomada é que o representante irlandês em Lisboa será escolhido internamente. Desde 2016 que isso acontece e deverá manter-se, tendo o chefe de delegação afirmado que se inspirou no sucesso alcançado pela Holanda, Áustria, Bélgica e Rússia. Os constrangimentos financeiros pesam também nesta decisão, visto que organizar uma final nacional custa centenas de milhares de dólares. 

A RTÉ quer envolver-se com a indústria musical do país para encontrar o melhor conjunto (cantor + canção) possível. Tal não aconteceu em 2016 e em 2017. Em 2016, Nicky Byrne apresentou uma proposta à emissora que decidiu aceitá-la. Em 2017, Louis Walsh elaborou uma lista de possíveis cantores e a escolha acabou por recair em Brendan Murray. De todos os temas enviados para Brendan levar a Kiev, apenas 20 eram audíveis segundo Kealy.

A experiência austríaca
A ORF foi a convidada de honra deste fórum eurovisivo. O chefe de imprensa da televisão pública austríaca revelou algumas informações sobre o método que têm seguido nos últimos anos. Em 2014, quando venceram a Eurovisão, a ORF passou meses a escolher uma música para Conchita Wurst. Mas, desde 2016, que têm uma equipa de pesquisa a fazer esse trabalho. Essa equipa escolheu todos os participantes da final nacional de 2016 e indicou o nome de Nathan Trent para a competição deste ano. Para 2018, a ORF deverá seguir um modelo similar ao deste ano com todas as decisões a serem tomadas internamente. A busca pelo próximo representante austríaco já se iniciou.

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Fonte: Wiwibloggs / Imagem: RTÉ

6 comentário(s):

  1. Anónimo00:59

    Reconhecem que começam tardiamente mas ainda nao fizeram nada...
    É o mesmo que admitir que o fogo queima mas mesmo assim metem laa mao...
    Parece que gostam..

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    1. Anónimo12:38

      Estão mas é desnorteados. Não fazem a mínima ideia do que hão de fazer para obter bons resultados. Completamente ultrapassados.

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    2. Anónimo12:41

      Como se a Irlanda precisasse de liçoes de pessoas de um país que tem um dos piores historiais na Eurovisao...

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    3. Rui Ramos12:49

      Acordem e relaxem: Portugal ganhou o esc2017!! 😊

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    4. Anónimo13:19

      "Como se a Irlanda precisasse de liçoes de pessoas de um país que tem um dos piores historiais na Eurovisao"

      De facto, não precisa.

      Sou o anónimo das 12:38 e permiti-me fazer aquele comentário tendo em conta comentários e opiniões de irlandeses que li noutros sites. Só isso.

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  2. Anónimo07:28

    "Dying to try" é audível?

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