Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, escreveu ao presidente da Área Metropolitana do Porto dizendo que apoia a realização do Eurovision Song Contest na região.


O presidente da Câmara do Porto escreveu ao presidente do Conselho Metropolitano do Porto sobre três temas que diz enfermarem de centralismo, antes da última reunião deste órgão, que deveria ter decorrido ontem, no Porto. Rui Moreira, ausente em Madrid na Feira do Livro da capital espanhola, onde o Porto tem este ano uma forte representação, utilizou este meio para se referir à TAP, à instalação em Portugal da Agência Europeia do Medicamento e à realização do Festival da Eurovisão.

Três temas que, segundo o autarca, enfermam de centralismo, aludindo a várias declarações que têm sido produzidas sobre cada um deles. Sobre o Festival da Eurovisão, assinala que tudo parecia pré-determinado para que seja em Lisboa. Rui Moreira afirma na sua carta estar disponível para apoiar candidaturas da Área Metropolitana do Porto, nomeadamente do Europarque e do Multiusos de Gondomar.

Na carta lê-se: "Quanto ao festival da Eurovisão: parece estar pré-determinado que decorrerá em Lisboa, mas trata-se de um evento que será organizado pela RTP. Ora, a exemplo do que sucede noutros países, seria bom que não ficasse subentendido que tem de ser em Lisboa. A área metropolitana do Porto tem o Europarque e o Multiusos de Gondomar que certamente podem acolher este evento, a área metropolitana tem todas as condições logísticas e hoteleiras para poder acolher os visitantes, não se entendendo porque parece excluída à partida. Que fique claro, a cidade do Porto não tem nenhum equipamento com as características exigidas, mas estará ao lado de qualquer município da Área Metropolitana que pretenda apresentar uma candidatura". 

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Fonte: CMPorto / Imagem: Google

32 comentário(s):

  1. Anónimo15:10

    Ainda andam com isto? Por tantas razões e mais algumas que já se disseram por aqui a eurovisão tem que ser em lisboa! Ou melhor não tem, mas devia.

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  2. Anónimo15:31

    Sou todo a favor da descentralização, mas não é muito credível defender que para um evento destes se pode usar um pavilhão de 3000 lugares ou o Europarque que é uma estrutura muito isolada, longe do alojamento, sem grande vida, nem bons transportes públicos.

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  3. Rui Ramos15:45

    Isto tudo seria desnecessario se um diretor da RTP nao tivesse dito que o ESC2018 seria em Lisboa, sem antes fazer um concurso. Falou sem pensar nas consequencias

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    1. José21:38

      Entidades públicas, a favor da transparência, fazem concursos públicos; é bom para a democracia. Até um país como a Ucrânia percebeu isso (país que está em número 86 no Democracy Index da Economist Intelligence Unit). E embora eu creia que Lisboa é a melhor opção, sem um concurso público, não se pode concluir que outras opções não sejam alternativas viáveis.

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    2. Anónimo21:54

      Quando toda a gente sabe que os outros locais não têm as condições necessarias, esse concurso, é a chamada "perda de tempo" para a organização. As "futuras" conclusões desse suposto concurso já estão mais que sabidas... E sabe o porquê da Ucrânia ter aberto concurso público? Porque nenhuma das cidades tinha condições para acolher o evento, escolhendo-se a mais viável para modificar de modo a ficar de acordo com o regulamento. Em Portugal é muito difente visto que temos 3 locais, dois deles que não têm condições (apesar das altas individualidades dizerem que sim), e uma cidade (Lisboa) que tem condições de espaço coberto, de logística, de transportes e de alojamento capazes de realizar o melhor ESC até aos dias de hoje. O que é bom para a democracia é a descentralização a longo prazo e não num evento esporádico de condições muito proprias.

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    3. José23:37

      Que eu saiba o Festival da Eurovisão não está acima da lei. "Quando toda a gente sabe", quem "toda a gente" é, não sei. A democracia e transparência nunca são perdas de tempo, são características de um estado de direito.
      Com os pressupostos apresentados, o festival em 1993 nunca teria sido em Millstreet, o que teria sido uma perda para todos.

      PS: Ucrânia já tinha acolhido um festival em 2005, pelo que certamente estavam numa posição confortável para o fazer.

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    4. Anónimo01:37

      Está a dar-me razão portanto.

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    5. José10:09

      Não sei se a afirmação é para mim, e se sim, razão em quê não sei. O que para mim, como cidadão que através de impostos, contribui para a emissora pública, é importante ter uma análise de todas as propostas interessadas em organizar o evento e no final um sucinto documento em que conste algo do género "a solução A não é viável devido a...; a solução B não pode ser considerada porque....; as soluções C e D foram consideradas viáveis porque...". E no final que haja uma escolha que deve ser a escolha que melhor represente o país e a organização, que não tem que ser a mais barata.
      Agora vir "um alguém" dizer "vai ser assim" sem consultar ninguém, é uma arrogância, e no mínimo um desrespeito pelo uso de fundos públicos, além de suscitar dúvidas sobre potenciais interesses escondidos, devido à ausência de transparência da decisão.

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  4. Anónimo16:55

    O presidente de Lisboa devia também ele falar publicamente sobre isto, demonstrando o interesse e total empenho da cidade de Lisboa em que o evento ocorra nessa cidade.

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  5. Anónimo17:04

    O que este senhor quer é que o Porto tenha benefícios sem gastar um tostão. Ao realizar-se no Europarque ou Multiusos de Guimarães quem irá ganhar com isso é o Porto, tanto a nível de receita como de gestão hoteleira. E para quem não quer investir não pode querer ter retorno. Estejam calados com falsos sabedorismos e aceitem que não têm condições preparadas neste momento. Para a organizacao as clausulas são bastante claras... a começar pelos planos de atividades para os paises participantes, as infrastruturas anexas para realização de outros eventos como Euroclube ect, aeroporto perto do local e não na Maia... Os transportes existentes.... O que tem Santa Maria da Feira para oferecer sem ser um suposto recinto? Nada.... Ja todos vimos os valores de quando o ESC foi descentralizado da capital dos paises. Malmo 2013 teve maiores gastos do que em 2016, a Dinamarca 2014 apostou num novo local descentralizado em que teve de montar inúmeras tendas para a realização de outras necesidades (o mesmo acontecerá em SMF ou Guimaraes) e nao conseguiu cobrir 1/4 dos gastos efectuados. QUEREM MAIS PROVAS DE QUE O QUE ESTA GENTE ESTÁ A TENTAR TER É PROTAGONISMO E RETORNO SEM INVESTIR, PERCEBENDO ZERO DE EUROVISAO? E não, não sou de Lisboa. Sou da Ilha Terceira e apoio à 100% que o ESC seja realizado no MEO Arena e em todas as infrastruturas circundantes...

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  6. Anónimo17:20

    é tão palerma! Não sabe nada da Eurovisão, não procura saber, não leu o caderno de encargos. Mas não perde uma para fazer aproveitamento político, fomentar guerras de bairrismo. Enfim isto é o Norte no seu pior...
    E ainda acha que está a fazer mt pelo norte, pelo país contra o centralismo!

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  7. Anónimo17:27

    Pavilhão de Gondomar não tem a capacidade mínima exigida seu fala-barato!
    E o EuroParque até não é uma má solução...só não é melhor que a Meo Arena. Quando ele diz que noutros países não se realizou na capital, est´a referir-se a quem!? Quem é que ganhou a eurovisão uma vez e não organizou no ano seguinte na capital?!?!?! Este gajo só fala à toa.

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    1. Anónimo17:55

      Suécia 2012 por exemplo. Mas em 2015 ganhou e fez na capital

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    2. Anónimo18:09

      Está a brincar... a Suécia ganhou a primeira vez em 74 com os ABBA, e organizou a Eurovisão em 75 na capital, Estocolmo.

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    3. Anónimo18:15

      "Quem é que ganhou a eurovisão uma vez e não organizou no ano seguinte na capital?!"

      Suécia 2013 (Malmö), Alemanha 2011 (Dusseldorf). E se recuarmos ao anterior século também há muitos mais exemplos.

      Mas o mais habitual é ser na capital do país, de facto.

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    4. Anónimo20:45

      Não conheço a realidade, condições, infraestruturas,etc dos outros países por isso não posso falar. Em Portugal tendo em conta isso tudo só faz sentido em Lisboa, desculpem lá. Daqui a 50anos que é quando devemos ganhar outra vez talvez já existam condições noutro local.

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    5. Anónimo20:48

      2012 não foi a primeira vez que a Suécia ganhou nem 2010 foi a primeira vitória alemã. Se bem que o caso alemão é mt singular porque nessa altura ainda havia muro de Berlim e 2 Alemanhas..

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    6. Anónimo21:24

      17.27 - Itália: Nápoles (1965) e não Roma; Alemanha: Munique (1983) e não Bona; Noruega: Bergen (1986) e não Oslo; Suíça: Lausanne (1989) e não Berna; Jugoslávia: Zagreb (1990) e não Belgrado; Turquia: Istambul (2004) e não Ancara.

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    7. 1980: Holanda: Haia e não Amsterdam; 1993 Irlanda: Millstreet e não Dublin; 2011 Alemanha: Düsseldorf e não Berlim; 1992 e 2012: Malmö e não Estocolmo;

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    8. Anónimo18:49

      JP: a questão era quem ganhou uma vez (uma primeira vez) e não realizou na capital. Esses já tinham ganho antes.

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  8. Anónimo20:47

    Tem de ser em lisboa MEO ARENA , por todos os motivos !!!!!, isto é uma palhaçada , mas cabe na cabeça de alguém que não seja ???? por favor .... isto é ridículo.... para alem disto este SR já tinha dito que não fazia sentido ser no Porto agora Já pode !!!!!

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  9. Anónimo22:15

    UI meu deus, um concurso publico, mas agora queremos ser sérios? Não sabem que em Portugal(Lisboa) o resto é paisagem?
    Qual o medo que a câmara de Lisboa tenha de pagar a conta da festa? Olha azar.

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  10. Anónimo22:34

    Temos de ver o que é melhor para o espetáculo (as melhores condições) e não o que é melhor para esta ou aquela terreola portuguesa.

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    1. Anónimo22:45

      Nao, o melhor é um processo transparente de escolha com critérios abertos e propostas dos interessados.
      Isto nem devia ter discussão, mas o interesse nacional aparentemente tem de ser vitima da única "terreola" que conta.

      Mas que medo é que tem de um concurso publico? A meio arena até tem gestão privada quanto é que vai exigir? Dizer que vai ser la sem perguntar o preço é o sonho dos privados,

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    2. José23:51

      Concordo completamente. As propostas devem ser analisadas e as que não cumprirem os requisitos devem ser informadas do porquê, para se poderem desenvolver mais e acolher outros eventos nacionais/internacionais e quem sabe, o festival da eurovisão após outras vitórias de Portugal.

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    3. Anónimo20:08

      Precisamente, foi o que eu (22:34) disse. Façam os concursos públicos todos que quiserem, mas com o objectivo de ter as melhores condições para a eurovisão e não vantagens para esta ou aquela cidade.

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  11. Anónimo23:56

    A Culpa disto tudo e da RTP que disse logo desde inicio que seria em Lisboa.. E obvio que é o lugar que tem melhores condicoes mas isto nao deveria ser dito logo de inicio so estao a contribuir para esta ideia que em Lisboa nao pensam no resto do país...
    E é assim sou do Norte e moro bem perto do Porto mas sei reconhecer que este senhor quer lucrar mas nao quer investir.. No entanto alguem ja viu o presidente da camara de Lisboa a mostrar algum interesse na organizaçao do ESC? Deve estar muito interessado também...
    Enfim, isto tudo era escusado.. Abriam um concurso e escolhiam Lisboa, o que seeia certamente menos Polemico...

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  12. Anónimo05:15

    A maior sala do Europarque é um auditório para 1414 pessoas, nao preenche os requisitos. Tem sim uma série de pavilhões estilo FIL, o maior tem 7000m2 onde cabem 8000 pessoas, este pavilhão teria de ser remodelado e adaptado para a Eurovisão como ocorreu agora em Kiev e a sua capacidade desceria para valores abaixo das 5000 pessoas. Teríamos de gastar milhões para readaptar um espaço, continuariamos a 25km do aeroporto, teríamos que aumentar a rede transportes e colocar milhares de pessoas a dormir a mais de 15km do local do espectáculo. Em resumo iríamos​ suportar todo um custo de uma Eurovisão num pais sem condições para o receber, quando na realidade temos condições ímpares para organizar a melhor Eurovisão de sempre, em tempo record com baixo custo e possível retorno. Lembrem-se que descentralizar não significa colocar eventos mundiais em locais remotos de lisboa ou porto. Descentralizar significa dar condições de vida fora das grandes cidades. Sou no entanto favorável a que se faça um concurso público. Nao vem mal nenhum ao mundo se uma cidade por exemplo Faro, ja em carência de uma infraestrutura venha aproveitar esta candidatura para formalizar a construção de um espaço com caderno de encargos a pagar fora da organização da Eurovisão. Agora uma coisa é certa, rapido, facil, de baixo custo, e procurar retorno, é alugar o Meo Arena, nem precisamos de um ano para tratar de tudo. Podemos escolher o Meo Arena mesmo lançando concurso publico é so colocar as exigências certas, exemplo, deve a autarquia dispor ou reservar um espaco com a capacidade minima de x pessoas (...), a uma distância maxima de 20km de um aeroporto, 5km de um hospital, mais que 3 meios de transporte publico para o local, ou em alternativa criar as condições em falta num espaco nao superior a 3 meses desde que com fundos próprios. Isto dos concursos públicos é muito bonito, mas nunca passou de uma grande charada.

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    1. Anónimo09:27

      Mas com o concurso publico vamos saber quanto é que o meo arena vai querer receber pela cedência do espaço, a gestão é privada.
      A bem da transparência e da boa gestão o concurso a todos aproveita.

      O Europarque acho que pelo que vão dizendo tem poucas hipóteses, o único local que poderia realmente ter algumas chances seria a exponor... Mas depende do caderno de encargos.
      No entanto o concurso publico resolve isso, claro que é sempre possível fazer um concurso publico com critérios que apenas permitem um vencedor, mas mesmo isso é melhor que não haver concurso, é transparente.... Tenho 95% de certeza que será no meo arena mas não ha problema nenhum em ser ouvir com honestidade as propostas alternativas.

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  13. Anónimo14:22

    Desculpem mas se nao for no MEO Arena vai ser um falhanço total...

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    1. Anónimo15:53

      Se não for no madisson square Harden vai ser um falhanço total...#sosad
      E que tal saber antes de dicidir quanto é que o espaço quer pelo aluguer, ate mesmo saber se o espaço esta disponível?? Vamos la ter calma e uzar a cabecinha...

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  14. Soube hoje que a MEO Arena foi pré-reservada pela RTP para os meses de Abril e Maio de 2018 :)) . Ontem foi o lançamento oficial do evento cristão "Festival da Esperança", iniciativa da Fundação Billy Graham, planeado para o mês de Abril de 2018, e hoje informaram na minha igreja que não poderia decorrer na MEO Arena por causa da organização do ESC 2018.

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