Espanha somou, este ano, mais um fracasso eurovisivo. O PSOE e o sindicato USO-CRTVE exigem mudanças na emissora para que tal não volte a acontecer.


A TVE está debaixo de fortes críticas, que aparecem de todos os lados, depois de mais um falhanço no Festival Eurovisão da Canção. O país ficou em último lugar. na grande final deste ano, tendo recebido apenas 5 pontos, todos atribuídos pelo televoto de Portugal.

A USO-CRTVE, sindicato dos trabalhadores da TVE, exigiu responsabilidade, demissões e a cessação de "uma direção que se sabe parada e que há já muito tempo não cumpre com a sua obrigação profissional e moral", pelo espetáculo ridículo que foi a final nacional espanhola para a Eurovisão, no passado mês de fevereiro, e pelo sistema de eleição que deveria dar mais peso à votação do público "porque pagam para votar, ou então são os interesses das discográficas que prevalecem".

O sindicato dos trabalhadores avançou mesmo com o nome dos culpados por este fracasso: os jurados do Objetivo Eurovisión 2017, Virginia Díaz, Javier Cárdenas e Xavi Martínez, e Toñi Prieto, diretora de entretenimento da TVE. "A Eurovisão deu uma lição a alguém", lê-se no comunicado da sindical, "um desastre que deve servir para evitar no futuro este tipo de espetáculos". Pediram ainda uma profunda renovação para fazer esquecer a imagem de incompetência que paira sobre a estação pública.

Já o PSOE, Partido Socialista Operário Espanhol, levará ao Congresso, na próxima sessão da Comissão de Controlo da RTVE, o fracasso de Espanha na Eurovisão. Os danos feitos à marca Espanha pelos contínuos fracassos da televisão pública no Festival da Eurovisão será o tema da sessão. José Antonio Sánchez, presidente da RTVE, terá de responder às perguntas dos deputados.

O provedor do telespetador da emissora pública espanhola já fez também saber que recebeu 537 mensagens com queixas sobre o Objetivo Eurovisión, e que espera que isso sirva para fazer uma reflexão para o futuro.


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Fonte: eurovision-spain / Imagem e Vídeo: eurovision.tv

8 comentário(s):

  1. Anónimo23:01

    Muito bom ver as reacções em Espanha.

    Mostra como os Espanhois não levam desaforos para casa e não gostam de ficar em último. Para mais sendo uma inteira comitiva paga para isso, com dinheiro dos contribuintes.

    Já na RTP, Portugal ficou nos últimos lugares imensas vezes, e nunca ninguém dentro da empresa ousou criticar ou fazer algo significante para mudar!...

    Pelo contrário, continuaram sempre a convidar o mesmo estilo de artistas de 'música ligeira' portuguesa, o mesmo estilo de compositores e cantores.
    E sempre com a lógica de "o que conta é participar, não é importante ganhar!", como se a Eurovisão não fosse uma competição mas sim uma espécie de festival de intercâmbio de culturas... :>)

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    1. Anónimo01:17

      Nem depois de ganhar deixam de criticar a pobre RTP xD.

      Mudaram este ano e ganharam e parece que não é suficiente !

      Como se fosse possível mudar o Passado...

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    2. Anónimo01:47

      Anon 01:17,

      "Mudaram este ano" ...?

      A única coisa que mudaram foi que convidaram *alguns* (repito - *alguns*) compositores novos, mas continuaram alguns cromos repetidos do costume (ex: os manos Feist!).

      De resto, houve grande variedade musical no FDC? Não.
      Esteve representada a música moderna que se faz em Portugal? Não.

      A grande maioria foi 'música ligeira' portuguesa, aquele género que vai desde Rui Veloso a Lena D'Água e companhia, as fadistas do costume, uma única canção moderna (a do Pedro Gonçalves), e uma raridade ter uma canção jazz, a do Salvador Sobral, escrita pela irmã.

      Portugal está com cena musical vibrante, cheia de produções de vários estilos de dance music, algumas até chegam a ter sucesso no resto da Europa.
      Mas de acordo com a RTP, nada disso existe, só existe a música ligeira estafada e sempre cantada em português. Ao contrário de outros países Europeus cujas finais nacionais espelham uma variedade muito maior de géneros musicais e com muito mais modernidade.

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    3. Anónimo09:44

      Lá por termos ganho este ano não significa que não podemos criticar a organização dos anos anteriores.

      Felizmente que a RTP tem novas pessoas e com outras mentalidades. Já nos esquecemos quando alguns elementos só iam para a Eurovisão passear?
      A saida do Poiares como chefe de delegação da RTP foi uma benção.

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    4. Anónimo10:42

      "Portugal está com cena musical vibrante, cheia de produções de vários estilos de dance music, algumas até chegam a ter sucesso no resto da Europa.
      Mas de acordo com a RTP, nada disso existe, só existe a música ligeira estafada e sempre cantada em português. Ao contrário de outros países Europeus cujas finais nacionais espelham uma variedade muito maior de géneros musicais e com muito mais modernidade."


      Muito bem comentado! Concordo. (h) (h) (h)

      Olegário

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  2. Anónimo09:42

    eu continuo a não entender a excitação à volta da RTP...ganharam este ano mas não têm mérito nenhum nisso. Alias a própria Luisa Sobral disse que não fazia a minima ideia que as imagens dos ensaios passassem ca para fora. Ora, ninguém da delegação portuguesa que faz aquilo aos anos, teve a dignidade de a informar. Ou mt me engano ou para o ano temos mais do mesmo, só não vai é haver um "amar pelos dois" para conquistar a europa e Portugal volta a enterrar-se nos últimos lugares.

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  3. Para o ano temos a desvantagem de ir diretamente à final (sim, desvantagem!). Portanto, o apuramento para a final "está no papo". E daqui a 2 anos, onde quer que seja (seria bom ser novamente em Portugal, mas não sei se a RTP concorda...), voltaremos a mais jejum e ficarmo-nos pelas semifinais. Não estando em Portugal e só tendo visto partes das semifinais do FdC (que dura horas e horas...) não me parece que no processo de seleção tenha havido uma mudança radical. Tivemos foi a sorte de conseguir enviar uma canção muito especial ao ESC, e ficará sempre a dúvida de, se as semifinais do FdC tivessem só anunciado os que passariam à final (e não a votação detalhada), teria sido a mesma canção a ganhar?...

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