As votações do júri da Arménia e do Azerbaijão voltaram a estar envoltos em polémica. Contudo, este ano, uma nova agravante foi acrescentada: Chipre foi "boicotado" pelo júri do Azerbaijão, eventualmente devido à ascendência do cantor.

Com um conflito armado pendente, a Arménia e o Azerbaijão continuam a evitar-se nas votações no Festival Eurovisão, apesar da sua proximidade geográfica, em especial na votação dos jurados. Este ano, não foi excepção: tanto na semifinal como na Grande Final, os cinco jurados de cada um dos país colocaram o outro na última posição. 

No televoto, a situação repetiu-se, excepto na primeira semifinal quando a Arménia colocou o Azerbaijão na 16.ª posição (penúltima), apesar à frente da candidatura da Letónia. Nas restantes ocasiões, o televoto de um país colocou o outro na última posição. As críticas à posição passiva da EBU/UER, entidade máxima do Festival Eurovisão, têm aumentado ao longo dos anos, exigindo a anulação dos resultados dos dois países. 

Contudo, as críticas este ano têm-se dirigido mais ao júri do Azerbaijão por um alegado "boicote" à candidatura de Chipre. Hovig, cantor representante da ilha, é de ascendência arménia, tendo sido o penúltimo classificado na votação dos cinco jurados do Azerbaijão na semifinal, apenas à frente da candidatura da Arménia. Na Final, o cenário final repetiu-se, apesar do candidato ter recolhido "apenas" três últimos lugares na votação: os outros dois jurados classificaram Chipre na 13.ª e 19.ª posição, algo insuficiente para anular o 24.º lugar na classificação.

Recorde, de seguida, as participações dos três países no Festival Eurovisão 2017:

Arménia - 18.º lugar (18.º no televoto e 14.º no júri)

Azerbaijão - 14.º lugar (11.º no televoto e 12.º no júri)

Chipre - 21.º lugar (14.º no televoto e 20.º no júri)

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Fonte/Imagem/Vídeo: eurovision.tv

4 comentário(s):

  1. Ricardo05:30

    Eu costumo defender o júri nos fóruns internacionais por essa web fora. Mas este ano, não consigo. O voto do júri foi reintroduzido para combater o voto político/geográfico e este sábado vi o júri de certos países a comportar-se pior que o televoto nesse aspecto.

    Ver os júris de Itália, Portugal, e Bulgária a evitarem trocar pontos entre si (especialmente os 2 últimos), enquanto recebiam pontos de quase todos os restantes países, também vai contra aquilo que deveria ser expectável do júri. Não interessa se eram os favoritos das casas de apostas. Portugal e Bulgária trocaram bastantes pontos entre si no televoto. Os júris foram uma VERGONHA. Já o ano passado ocorreu algo semelhante entre a Rússia e a Ucrânia.

    Assim não vale a pena continuar a selecionar 5 peritos por país para dar 50% do pontos. A EBU devia reflectir sobre isto.

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    1. Anónimo12:55

      Portugal e Bulgária não deram pontos um ao outro e à Itália. Pff! Grande coisa! O escândalo do século! A integridade do concurso ficou manchada para sempre. De certeza certezinha! Até porque ela era branca como a neve.

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  2. Anónimo11:38

    Política é sinónimo de ESC desde o início. É algo que sempre esteve patente nas votações e este ano, com agrado, vejo que muitos criticam o que o Ricardo fala. Se continuar assim, o ESC 2018 vai ter mudanças nas regras de votação (que dificilmente serão as ideias).

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  3. José12:20

    Ricardo: eu não vi o que os juris viram, se calhar algo correu mal para que tal tenha acontecido. Não estou a desculpar ninguém, mas como não vi não comento.

    O que comento sim, é que mais uma vez, os 5 elementos do juri azeri acharam a música da Arménia, e os 5 elementos do juri arménio acharam o tema do Azerbaijão o pior. Na semifinal e na final. E nos anos anteriores foi sempre o mesmo. Isto é claramente suspeito. Obviamente que mesmo que considerassem a 14a melhor, não era dado qualquer ponto, mas para quem assina uma folha onde confirma que vai avaliar objetiva e profissionalmente as músicas a concurso...

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