Ingrid Deltenre, diretora-geral da União Europeia de Radiodifusão, foi alvo de um programa de comediantes russos e revelou que o Festival Eurovisão 2017 poderá ser organizado em Berlim. A EBU/UER desmentiu as informações.

O duo comediante Alexei Stolyarov e Vladmiri Kuznetsov entraram em contacto com a diretora-geral da EBU/UER, fazendo-se passar pelo ministro-ucraniano. Ao longo da conversa, revelada durante a tarde de hoje, a chefe máxima da entidade reguladora do Festival Eurovisão confessou que a canção vencedora do ano passado, '1944', não deveria ter sido permitida: "Se eu tivesse tido consciência da situação anteriormente, eu não teria autorizado a sua participação. (...) O concurso não deve ser usado para passar qualquer mensagem política".

Contudo, a dupla que anteriormente enganou Jon Ola Sand, supervisor executivo do concurso, e os Ministros da Cultura da Moldávia e da Geórgia, conseguiu que Ingrid Deltenre tecesse mais algumas declarações que incendiaram, rapidamente, as redes sociais. A diretora-geral da EBU/UER revelou que a emissora ucraniana tem dívidas com o organismo devido à transmissão do Campeonato do Mundo e que Berlim está preparada para receber o Festival Eurovisão 2017: "Temos tudo reservado em Berlim. Haverá sanções para com a Ucrânia nos próximos dois ou três anos e o país não poderá mesmo participar".

Além disso, Ingrid revelou que os Big5 (Reino Unido, França, Espanha, Itália e Alemanha) têm sido os países mais preocupados com a situação, sendo que a emissora ARD revelou, recentemente, que poderá abandonar a competição. Por fim, a diretora-geral da EBU/UER reafirma que a Ucrânia não pode banir nenhum artista do concurso: "Somos muito críticos com a Rússia, mas este é um concurso específico com regras específicas que devem ser respeitadas. Era como se a Ucrânia sediasse os Jogos Olímpicos: o país não poderia proibir atletas da Rússia. Apenas e só o Comité Olímpico Internacional o poderia fazer. O mesmo vale para o Festival Eurovisão: apenas a EBU pode proibir alguém de participar. Isto não pode ser feito ao nível nacional".

Horas depois da revelação da conversa, a EBU/UER negou todos as notícias existentes, revelando que "A EBU está concentrada na produção de uma edição espetacular do Festival Eurovisão com o nosso membro ucraniano em Kiev, em maio, sendo essa a nossa prioridade", afirmou Dave Goodman, vice-presidente das Comunicações da EBU/UER.


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Fonte: Eurovoix/ESCToday  / Imagem: NDR

21 comentário(s):

  1. MArCIo20:06

    Essa senhora só se enterra mais cada vez que fala. Tia, tente a apanhar da azeitona lolol

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  2. Anónimo20:51

    "Somos muito críticos com a Rússia, mas este é um concurso específico com regras específicas que devem ser respeitadas. Era como se a Ucrânia sediasse os Jogos Olímpicos: o país não poderia proibir atletas da Rússia. Apenas e só o Comité Olímpico Internacional o poderia fazer. O mesmo vale para o Festival Eurovisão: apenas a EBU pode proibir alguém de participar. Isto não pode ser feito ao nível nacional".

    Nem mais nem menos... Completamente de acordo.

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    1. Acho que a EBU vai ter que rever as regras do concurso para 2018 e incluir a cláusula de que "o país anfitrião não poderá excluir qualquer representante do concurso e que tal decisão caberá única e exclusivamente à EBU", assim serão evitadas situações semelhantes no futuro.

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    2. Anónimo02:19

      Não pode banir um atleta nos jogos olímpicos com base em decisões politicas, mas pode por razões legais. Os atletas para serem selecionados para representar o seu país, não podem ser criminosos ... nem no seu país nem no país anfitrião. Se fossem criminosos ao entrarem no país anfitrião eram imediatamente presos. A Rússia na Eurovisão, decidiu escolher um artista que é um criminoso perante as leis da Ucrânia, logo é uma completa afronta e desrespeito pelo país anfitrião. A EBU devia culpar a Russia por ter feito essa escolha e não a Ucrânia por fazer cumprir as suas leis nacionais. A Ucrânia tem uma posição legal sobre o assunto e não uma posição politica como tanto se fala. Se para participar na Eurovisão um país tem que abandonar as suas leis nacionais, então a eurovisão nada mais é que uma entidade que pensa que é maior que qualquer país e eu não quero fazer parte disso. Não é a Ucrânia nem qualquer outro país que se tem que submeter às leis da Eurovisão, mas sim o contrário. Caso a Eurovisão não aceite as leis de um determinado país, simplesmente não permite que ele seja anfitrião ... mas nunca pode tomar uma posição pública contra um país, o seu governo e as suas leis soberanas.
      TACV

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  3. Eu só gostava de perceber porque é que só há nórdicos na EBU. Supostamente são tão sérios e competentes mas afinal são só calinadas o sr. Sand e a sra. Ingrid enfim...

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    1. Anónimo21:33

      Ele é nórdico, mas ela não (é de origem holandesa, com fortes ligações à Suíça). Nos quadros da EBU a presença nórdica é até pouco expressiva; mantém-se uma certa hegemonia suíça, alemã e, nos últimos anos, britânica. É um facto que os países do Sul pouco se fazem notar nos órgãos de direção - mesmo a Itália, um dos membros fundadores mais ativos, tem-se vindo a "apagar".

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    2. Julia Julieta21:42

      A D. Ingrid (ou Ingride em Português) nao é Nordica axo eu. Penso que é Austriense

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    3. Anónimo09:21

      Austriense ?!?!?!? Austríaca, D. Julia!!! Vamos lá falar bem!

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  4. Julia Julieta21:17

    Ucrania força! Com força e perçistencia levarás a tua avante.

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    1. Anónimo09:22

      Perçistencia ?!?!?!!? Uiiiii! Vamos ter que ir á escola!!!

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    2. Anónimo13:10

      Correção: "à escola". Temos de ir na verdade para o 1° ano

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  5. Anónimo21:38

    Agora faço uma pergunta á Senhora Ingrid Deltenre:

    E a Rússia pode banir algum artista do concurso??

    Se a resposta for um "sim", então esta senhora está a dar a prova que não é competente para o cargo que tem.
    Se as regras são iguais para todos os países, então ela que diga e faça o mesmo tratamento que fez á Ucrânia faça á Rússia.

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    1. A Rússia baniu alguém???????????????Enfim...

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    2. Anónimo11:43

      Tiago Silva, aconselho-te a ler bem este artigo e sobretudo o que a senhora Ingrid Deltenre diz no mesmo.
      E tenta perceber o sentido das palavras do artigo e também do meu comentário das 21:38.
      Depois de fazer esse trabalho, comenta.

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    3. Anónimo13:11

      Menos

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    4. Anónimo14:33

      Anonimo o seu comentario a meu ver nao faz sentido

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  6. Anónimo02:12

    A EBU erra porque condena a Ucrânia de forma pública, e ao fazê-lo está indiretamente a interferir na politica do país e a apoiar a posição Russa relativamente à anexação. Se a EBU escolheu criticar a escolha da Ucrânia de forma pública então critiquem de forma pública também a escolha politica da Rússia ao selecionar esta cantora o que é uma clara provocação à Ucrânia. Saliente-se o facto de que a Ucrânia não proíbe a participação da Rússia, mas sim a entrada no país de determinados artistas estrangeiros que não respeitaram as suas leis e como tal são criminosos. A comparação que essa senhora faz com os jogos olímpicos não faz sentido nenhum porque os atletas dos jogos olimpicos para participarem não podem ser criminosos no país de origem nem no país anfitrião. A EBU tem que entender que a Ucrânia não escolhe banir um cantor porque lhe apetece ou por razões politicas, mas sim porque esse cantor é um criminoso perante as suas leis, ou seja, bane por razões legais e não politicas. Eu também não aceitava que Portugal permitisse a entrada de um criminoso no nosso país para participar num evento de entertenimento.

    A eurovisão não está acima de nenhuma lei de nenhum país e se para entrar na eurovisão um país tem que abandonar as suas leis nacionais então eu não quero ter nada a ver com esse concurso.
    Tenho dito

    TACV

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    1. Anónimo11:39

      Muito bom comentário, simples e diz tudo.

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    2. Anónimo14:35

      Mas esta acomparar a julia a um crimonosos exagerdamente.. Parece que ela fez algum ataque terrorista ou matou alguem, roubou,..

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    3. Anónimo17:03

      Desculpe, mas não faz sentido considerar-se "criminosa" uma pessoa que foi a uma região (não discuto se justa ou injustamente ocupada) falar com outros que sofrem da sua doença. Porque foi esse o seu "crime": ela deslocou-se à Crimeia para um encontro em que se abordava a doença de que sofre. Ela não esteve lá apoiando a anexação russa, fazendo discursos políticos ou defendendo de algum modo a presença russa. Aliás, se esse tivesse sido o caso, decerto que a comunicação social ucraniana já teria mostrado imagens de algum evento político em que ela tivesse participado. Independentemente da posição que se possa ter em relação à presença russa no território, chamar-se "criminosa" a uma pessoa que fez o que ela, de facto, fez é excessivo, para não dizer desumano.

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