Depois da tentativa falhada em pôr fim à polémica em torno da proibição imposta a Julia Samoylova, o supervisor executivo do Festival Eurovisão fez um apelo ao Governo da Ucrânia para que reverta a decisão.

A União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) revelou, durante a tarde de ontem, que apresentou uma nova proposta para que Julia Samoylova, candidata escolhida pela Rússia, possa atuar no Festival Eurovisão 2017, apesar da proibição imposta pelo governo ucraniano. Segundo Jon Ola Sand, supervisor executivo do evento, o organismo enviou um apelo ao primeiro-ministro do país: "Apelámos ao primeiro-ministro e ao governo para que revertam a decisão, fazendo com que a proibição entre em vigor somente após o Festival Eurovisão".

De realçar que Julia Samoylova foi proibida de entrar em território ucraniano durante três anos, depois de ter sido revelado que a mesma participou num concerto na Crimeia, península anexada pela Rússia, em 2014, sem a permissão especial do governo da Ucrânia. Deste modo, a cantora não poderá entrar em território ucraniano num período de três anos, algo que a EBU/UER tenta que seja adaptado para permitir a sua participação no Festival Eurovisão.



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Fonte: EUROVISION SPAIN / Imagem: UER /Vídeo: YOUTUBE


20 comentário(s):

  1. Anónimo11:55

    Sim boa tentativa mas claro que a Ucrania nao vai aceitar.. E preciso uma ameaca forte.. Do tipo ou deixam todos participar ou o ESC vai ser na Russia.. Ai eles ficavam todos apertadinhos que ate faziam tudo o que a EBU mandasse.

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    1. Mas a Ucrânia já pagou o direito de organizar.... quem manda é o dinheiro.

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  2. Ricardo Alves12:05

    Proposta completamente descabida. Este senhor devia ser demitido JÁ

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  3. Anónimo12:18

    Isto é uma vergonha , politica na eurovisão , para min eram os 2 banidos no próximo ano para castigo , aliás ela o ano passado já devia ter sido proibida de participar, pois não tinha que levar uma canção politica , e tinha ganho a Austrália , que era bem melhor , a eurovisão é um festival de musica e não de politica , a organização é que tem culpa disto tudo , antes de haver os países de leste nada isto se falava .... lamentável

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    1. Anónimo14:07

      Totalmente de acordo

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  4. Para quando este homem se demite? Já chega de tanta humilhação por causa da Rússia

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    1. Anónimo14:10

      Humilhacao por causa da russia? Ser demitido porque? Por querer garantir que todos os paises possam participar? Gostava de saber que moral tem para voce dizer isso.. Que e a Ucrania mais que a Russia ou que outro país para expulsar? A organizacao deveria era ser tirada a Ucrania...
      Esses comentarios sao mesmo infelizes.. Nem pensam nem têm racionalidade nenhuma... Apenas esta gente ve o nome russia e logo sempre dizer a maior parvoice que vier a cabeca para ser contra o pais de leste..

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  5. Anónimo13:44

    O supervisor executivo do ESC é holandês??? Ele que esteja no seu canto caladinho e não meta o nariz onde não é chamado!! A Ucrânia vai abrir fronteiras assim sem mais e depois só porque este menino quer? Quem assume as consequências dos destroços? Onde é que ele estava em 2014? O que ele faz pela Síria? Ah, claro, assobia para o lado e é isso mesmo que vai continuar a fazer se (mais) algo acontecer na Ucrânia! A Ucrânia que se mantenha firme (O Mundo está contigo, Ucrânia!!!), que todo o mundo sabia quais eram os critérios para a Rússia participar!! Se a Rússia não os quis (também) respeitar, azar o dela que, para cúmulo, brincou também com uma cantora inválida, não a respeitando, também!! Força Ucrânia!! Namasté!

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    1. Anónimo14:13

      Este senhor holandes e uem manda no concurso e a Ucrania ao organizar o ESC tem de garantir a participacao de todos os participantes.. Caso contrario a organizacao pode ser lhe retirada... E era o que devia de acontecer.. Pois apesar de tudo isso que disse isto nao e a guerra e o ESC e ela vai la so vai cantar nao vai comrcar mais uma batalha..

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    2. Anónimo14:23

      Jon Ola Sand é norueguês e não tem de estar "caladinho". Pode não se concordar com as suas opiniões, mas é seu dever envidar esforços (que poderão não ser bem-sucedidos, claro) para se resolver a questão. E também é verdade que, no passado, deveria ter envidado esforços para que outras se tivessem resolvido...

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    3. Anónimo14:56

      Anónimos acima, as regras estavam ditadas. Se as regras são para se quebrar, então quais são os valores que alguém da EBU falou? É tudo treta? A culpada é só uma: A Rússia! A Ucrânia agiu como deve de agir, protegendo as suas fronteiras! Que a Força esteja contigo, Ucrânia!!

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    4. Anónimo16:02

      É isso mesmo, anónimo das 14:56: as regras são para se cumprir. Quer dizer, umas vezes sim, outras vezes não... As regras dizem que as canções não podem ter sido divulgadas antes de setembro do ano anterior àquele em que participam. "1944" tinha sido cantada em público antes de setembro de 2915, mas seria politicamente pouco correto destitui-la de vencedora. Se representasse São Marino, Andorra ou Eslovénia, as regras teriam sido cumpridas. As regras dizem que participam no ESC canções de países cujas estações de televisão sejam membros da EBU. A Austrália não tem nenhuma estação membro da EBU, mas participa. Se se tratasse do Kosovo, de Cabo Verde ou das Filipinas, as regras já seriam cumpridas.

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    5. Anónimo16:28

      2015, não 2095 (ainda haverá ESC?)

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  6. Anónimo14:17

    Tanta palhaçada por causa da Rússia, o senhor Jon Ola Sand só falta ir pedir de joelhos para que voltem a trás na sua decisão credo.

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  7. Anónimo14:19

    Penso que o senhor Marcel Bezençon ficaria muito desapontado ao saber que o Festival Eurovisão deixou de possuir o propósito para o qual foi criado. Este concurso tinha como objetivo a união dos países europeus através da música, após a 2ª Guerra Mundial que tinha terminado 11 anos antes. Contudo, hoje esse propósito deixou de existir, dando lugar a um palco de passagem de mensagens políticas contra outros países, o que é exatamanente o oposto do que deveria acontecer!

    A Rússia, de facto, tem tido uma atitude execrável ao escolher propositadamente uma cantora que estava presente na lista negra da Ucrânia, sabendo de antemão que esta nunca poderia entrar no país e, para além disso, o facto de esta ser portadora de uma deficiência, ao ser-lhe negada a entrada em território ucraniano, dá à Rússia a oportunidade de acusar o "inimigo" de possuir uma atitude discriminatória. Para mim, estas são razões mais do que suficientes para banir os russos do concurso por vários anos! Quem não respeitasse os valores para os quais a Eurovisão foi criada, deveria ter este tipo de punição.

    Contudo, a Ucrânia ao selecionar uma música com conteúdo político, no ano passado, também possui culpa no cartório. Neste caso, a EBU deveria ter impedido que o tema "1944" participasse no concurso, pois também viola os seus princípios. O mais engraçado, é que essa é efetivamente uma das regras da EBU, mas eles não acharam estranho que a letra tivesse: "Eles entram nas vossas casas, matam-vos a todos e dizem que não têm culpa...". Nada política, de facto...

    O Jon Ola Sand bem tenta convencer os ucranianos a deixar entrar a concorrente russa no país, mas as leis de um país são entidades superiores ao festival em si, pelo que devem ser cumpridas... Aprecio a atitude, mas em vez de pedir por favor, se calhar era boa ideia começar a agir...

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    1. Anónimo15:06

      Caro Anónimo 14:19, a canção "1944" aborda uma temática social. Nas Guerras, pode estar a Política por trás (como qualquer uma das Grandes Guerras Mundiais), mas quem sofre é a Sociedade Civil, são pessoas de carne e osso. E há feridas, por muito que os anos passem, por muito que que as políticas passem e mudem até, que não saram.

      Fiquei confuso com o seu último parágrafo, se "as leis de um país são entidades superiores ao festival em si", o que quer dizer com "em vez de pedir por favor, se calhar era boa ideia começar a agir"... Haver outra invasão à Ucrânia? Namasté.

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    2. Julia Julieta15:42

      1944 nao era politica... era um grito de revolta contra invasoes, que todos devemos condenar.

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    3. Anónimo16:38

      "1944" foi nitidamente uma mensagem política contra a Rússia, que foi escondida na letra da música... Falava sobre os invasores em 1944, mas também abordou indiretamente a ocupação dos russos na Crimeia em 2014... Ora, a Eurovisão não pode nem deve ser espaço para este tipo de mensagens! Há locais apropriados para isso...

      Anónimo das 15:06h, a parte do "é preciso agir" é para a EBU, no sentido que referi no meu comentário, isto é, punir a Rússia, devido a esta situação da cantora, e impedir que surjam no concurso canções com teor político... Não sei porque falou em "invadir a Ucrânia"... Falei de facto que as leis do país são entidades superiores ao concurso, na medida em que a EBU não pode tomar decisões que contrariem as leis do país anfitrião...

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  8. Anónimo10:53

    A Ucrânia até está a fazer um favor à Rússia. A música não é lá grande coisa, a moça tem péssima dicção e o inglês dela é muito mau... É a minha opinião!

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    1. Anónimo13:53

      *"não é lá grande coisa a cantar"

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