Completa 7 anos neste mês de janeiro a rubrica “Conversa a dois”, publicada semanalmente pelo jornal “O Regional” e Rádio Regional Sanjoanense. A voz a artistas, músicos, atores e autores, muitos dos quais com estreita ligação ao Festival da Canção. 

A imprensa e rádios locais continuam a ser uma importante fonte de informação. Para além de contribuírem para a formação da identidade de uma comunidade, os jornais e rádios locais poderão contribuir também para a documentação histórica, moral e ética do povo de determinada região ou concelho ao qual pertencem. O jornalismo regional é de grande importância, pois permite criar vínculos com as pessoas que vivem em determinada comunidade, concelho ou região pois as notícias causam-lhes mais impacto e fomentam a participação dos indivíduos e a interação e formação social do grupo. No ESCPORTUGAL somos “fãs” da imprensa local e temos colaborado com alguns órgãos na troca recíproca de informação sobre os eventos eurovisivos.

Em S. João da Madeira, o jornal “O Regional” completa, em 2017, 95 anos de existência sendo, por isso, um dos mais antigos jornais em atividade. Apesar da sua “avançada idade”, nem por isso deixa de contar nas suas páginas com rubricas jovens e renovadas. “Conversa a dois” é um desses exemplos: Fugindo ao que seria suposto de apenas noticiar e entrevistar pessoas da localidade, semanalmente escolhe um artista, um autor ou um músico e, numa página de jornal e durante 1 hora de rádio, desenvolve uma conversa sem pressas ou reservas sobre a carreira e vida dessa personalidade.

Nestes 7 anos, foram desenvolvidas mais de três centenas de entrevistas. Destas, destacamos diversas que participaram no Festival da Canção, como José Cid, Ana, Manuela Bravo, Marina Mota, António Calvário, Simone de Oliveira, Anabela, Alexandra, Ágata, Nucha, Wanda Stuart, Dulce Pontes, Suzy, Adelaide Ferreira, Luciana Abreu, Rita Guerra, Vera Mónica, Jorge Fernando, Florência, Rui Bandeira, Luís Portugal, Ricardo Soler, Helena Isabel, Rita Ribeiro, Ricardo Carriço, Herman José, Joana Melo, Armando Gama e Tony Carreira. Mas também Camilo de Oliveira, Rui de Carvalho, Rui Unas, Joaquim Monchique, Florbela Queiroz, João Baião, Kátia Guerreiro, Anita Guerreiro, Filipe lá Féria, José Carlos Malato… entre tantos outros. 


António Gomes Costa, jornalista responsável pela rubrica, faz questão nas suas entrevistas de destacar pormenores sobre o desenvolvimento cultural de S. João da Madeira fotografando, sempre que possível, os seus convidados com um chapéu em homenagens aos muitos chapeleiros da cidade. Este semanário será com toda a certeza o único jornal local a destacar todas as semanas uma personalidade pública aproximando-a desta região. Dos artistas com ligação ao festival, este tema nunca podia ser deixado de ser referido. “O festival faz parte da vida de muitas pessoas e muitos dos nossos leitores/ouvintes querem saber as recordações desse artista sobre o festival, as emoções sentidas, bem como o impacto dessa participação na carreira desse artista”, afirmou este responsável. Suzy, por exemplo, afirmou nessa entrevista, em jeito de balanço da sua participação em Copenhaga, que “a minha vitória em Portugal foi agridoce e falta ainda muita humildade no nosso país”. Na altura, o ESCPORTUGAL citou esta entrevista como pode recordar AQUI.

De uma forma geral os convidados falam do festival como uma experiência “positiva e enriquecedora” e determinante na sua carreira. Questionada sobre os “mistérios e segredos” que envolvem o Festival, e se a própria RTP quer que este concurso algum dia seja ganho por um cantor português, Simone de Oliveira faz uma pausa antes de responder ao jornalista “Existe no meio de tudo isto um relacionamento político, existe uma grande força das editoras”, mas “prefiro ficar por aqui”, gracejou. Adelaide Ferreira, por seu turno,  foi peremptória: “Não tenho saudades nenhumas do festival e não gostei nada de lá ir”, pois encara o festival como uma competição “nada salutar” e aquilo que devia ser exigido seriam “competências, profissionalismo, qualidades e nunca competições”. Manuela Bravo confessou nesta entrevista que nunca pensou vencer o concurso, pois "não tínhamos editora nem qualquer apoio, pensei que ficávamos pela terceira eliminatória. Mas o povo ordenou naquela altura que seria eu a grande vencedora e arrecadei na Eurovisão o 9.º Lugar, na época, a melhor classificação de sempre para Portugal”. Recordações da Eurovisão são muitas, mas Manuela não esqueceu, principalmente, os nervos. “Ainda bem que fui a primeira a subir ao palco, pois eram 19 países e não sei se depois conseguia controlar os nervos”.

Esta e outras notícias também no nosso Facebook e Twitter. Visite já!
Fonte: O REGIONAL / Imagem: O REGIONAL

0 comentário(s):

Enviar um comentário

Temas em Destaque

 
Top