O prazo de entrega da pré-inscrição para o Eurovision Song Contest 2017 terminou ontem. Saiba quais foram os países que confirmaram publicamente a presença em Kiev e conheça aqueles que se remeteram ao silêncio.

Tal como acontecera nos últimos anos, o dia de ontem, 15 de setembro, marcou o fecho da entrega das pré-inscrições para a próxima edição do Festival Eurovisão, exigência feita pela EBU/UER a todas as emissoras interessadas na competição. Contudo, os países que entregaram a pré-inscrição poderão retirá-la, sem qualquer penalização económica, até ao próximo dia 10 de outubro, sendo essa uma das razões porque muitas emissoras não oficializam publicamente a sua participação.

Até ao momento, 30 emissoras filiadas à EBU/UER manifestaram interesse em participar na próxima edição, destacando-se o provável regresso de Portugal à competição e a possível retirada da Bósnia-Herzegovina. A participação da Rússia e de São Marino são das maiores incógnitas do ano. Aceda, de seguida, a todos os casos detalhadamente:

Países que confirmaram e/ou manifestaram interesse em participar (30)


Depois dos desaires das últimas duas participações, a emissora NDR confirmou a participação em maio (AQUI), tendo revelado recentemente o novo processo de seleção para o Festival Eurovisão: Unser Song 2017. 

A AMPTV escolherá os seus representantes para Kiev através do Depi Evratesil, um ambicioso formato com duração de 3 meses e que contará com audições, júris profissionais e comentários de ex-representantes do país (AQUI).

Apesar de não ter revelado qualquer pormenor sobre o método de seleção, a emissora nacional austríaca confirmou a presença na Ucrânia, onde realizará a 50.ª participação. 
A Bielorrússia seguirá os modelos utilizados nos anos anteriores e escolherá os seus representantes através de uma final nacional. Alyona Lanskaya, participante em 2013, é uma das potenciais candidatas (AQUI).

A emissora da comunidade francesa na Bélgica, RTBF, confirmou a participação em Kiev em maio, mas não revelou qualquer informação sobre o processo. No entanto, tendo em conta o historial recente, a seleção interna deverá ser a opção: Pierre Lizée ou Olivier Kaye, participantes no The Voice, são as escolhas apontadas pela imprensa (AQUI).
Apesar da crise financeira que tem colocado em risco a participação do país na Eurovisão nos últimos anos, a emissora cipriota confirmou a presença no ESC2017 sem revelar qualquer pormenor sobre a forma de eleição dos seus representantes.

Face ao sucesso da última participação, em que conquistou o primeiro apuramento da sua história, a Chéquia continua na competição e repetirá o processo de seleção dos últimos dois anos: seleção interna com candidaturas abertas ao público. As inscrições estão abertas até 30 de novembro (AQUI).

A viver a pior crise de resultados da sua história, a emissora dinamarquesa tem razões para acreditar no sucesso da próxima edição: o Dansk Melodi Grand Prix 2017 registou o maior número de inscrições de sempre - 1115 temas (AQUI). A escolha dos representantes acontecerá a 25 de fevereiro no Boxen Arena, em Herning.

Conhecido por ser um dos últimos países a confirmar a presença eurovisiva, a emissora eslovena confirmou, precocemente, a participação em Kiev e anunciou mudanças na final nacional (AQUI). O Ema 2017 irá basear-se no modelo utilizado em 2012 e conta com as inscrições abertas até 3 de novembro. Os temas selecionados serão revelados em dezembro.

A emissora RTVE revelou, recentemente, a entrega da pré-inscrição para a próxima edição do Festival Eurovisão, tendo anunciado que ainda não decidiu qual o modelo que utilizará. Ruth Lorenzo, representante do país em 2014, cumpre a promessa e manifesta interesse em regressar ao evento (AQUI).

Depois do desaire em Estocolmo, a Estónia anunciou a continuação do Eesti Laul como final nacional, mas com uma novidade: pela primeira vez, a competição está aberta a compositores estrangeiros, desde que entrem na competição com um compositor estónio. As semifinais estão agendadas para 11 e 18 de fevereiro, enquanto que a Grande Final acontecerá a 4 de março.

A Finlândia também se fará representar em Kiev e continuará a utilizar o UMK como final nacional, apesar dos afastamentos nas últimas edições. As inscrições estiveram abertas entre 2 e 5 de setembro, sendo que os selecionados serão revelados em janeiro. A Grande Final do concurso acontecerá a meados de fevereiro (AQUI).

Responsável pela participação francesa pelo terceiro ano consecutivo, a France2 repetirá o processo seletivo que escolheu Amir para Estocolmo e que se traduziu no melhor resultado desde 2002. As inscrições estão abertas até 30 de novembro, sendo que o escolhido será revelado até 10 de março.

Apesar de não ter sido feito nenhum anúncio oficial para a participação grega em Kiev, a mudança do responsável pela eleição dos candidatos (AQUI) e a confirmação das negociações da emissora com Demy (AQUI) evidenciaram o interesse do país em entrar na próxima edição, apesar de ter ficado arredado da Grande Final pela primeira vez em Estocolmo.

A comemorar o 60.º aniversário da primeira vitória eurovisiva, a emissora AVROTROS foi das primeiras a confirmar a participação em Kiev. Face às últimas participações, a seleção interna deverá ser a escolha da emissora, sendo que a mesma deverá recair sobre um cantor ou grupo já com carreira formada no país.

Com seis apuramentos consecutivos para a Grande Final, a emissora húngara MTVA confirmou a participação em Kiev, antes da edição de Estocolmo, tendo garantido que o A Dal será utilizado como final nacional, algo que acontece desde 2012. As inscrições deverão abrir nas próximas semanas.

Recordista de vitórias no Festival Eurovisão, a emissora irlandesa confirmou publicamente a pré-inscrição na próxima edição do certame. No entanto, ainda não foi revelado qualquer detalhe sobre qual o processo de seleção do país que está fora da Grande Final desde 2013.
A Islândia também estará a concurso no ESC2017, naquela que será a sua trigésima participação. Contudo, aquando do anúncio, a emissora islandesa não confirmou a utilização do Söngvakeppnin, concurso que foi utilizado por 23 ocasiões, sendo que o país apenas escolheu de forma interna em 6 edições.

Beneficiando do atraso no lançamento da nova emissora estatal, situação que poderia colocar Israel fora do concurso do próximo ano, a emissora confirmou a participação em Kiev, avançando que utilizará novamente o Rising Star. Contudo, o concurso contará com apenas 10 programas, ao contrário das edições anteriores, terminando em janeiro (AQUI).

A emissora italiana RAI confirmou recentemente a participação no Festival Eurovisão 2017, mas recusou-se a revelar qualquer detalhe sobre o processo de seleção. No entanto, é expectável que o Festivali di Sanremo continue a ser utilizado na escolha dos representantes italianos.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Letónia selecionará os seus candidatos no ESC através do Supernova. As inscrições estão abertas até 28 de outubro, sendo que os apurados só serão conhecidos em 2017. O concurso seguirá o modelo do ano passado com a primeira gala agendada para 22 de janeiro, enquanto que, na Grande Final a 26 de fevereiro o público será soberano na escolha dos representantes (AQUI).

A emissora estatal lituana confirmou a intenção de se fazer representar na edição organizada pela Ucrânia. O "Eurovizijos" dainų konkurso nacionalinė atranka, modelo seletivo utilizado desde 2013, deverá continuar a ser usado como final nacional, sendo que mais detalhes serão revelados nas próximas semanas. 

Após o sucesso comercial de Ira Losco em Estocolmo levando a um retorno económico de 120% (AQUI), a emissora de Malta confirmou a participação em Kiev e garantiu um aumento no investimento. Contudo, apesar de expectável, não foi confirmada a utilização do MESC para a eleição do representante do arquipélago.

Fora da Grande Final em Estocolmo, algo inédito desde 2011, a emissora estatal norueguesa NRK anunciou a reintrodução do sistema votação de um júri internacional no Melodi Grand Prix 2017 algo que foi utilizado nos anos em que o país venceu o Festival Eurovisão. A vitória é o objetivo da emissora (AQUI).

Depois da confirmação oficial da TVP, a imprensa polaca avançou que a emissora prevê a criação de uma final nacional que contenha semifinais regionais dinamizadas pelas 16 delegações da própria estação pública, mantendo assim o Festival Eurovisão em antena durante vários meses do ano, com semifinais mensais (AQUI). Após o verão deverá ser anunciado o modelo definitivo.

Portugal, o único regresso confirmado para a próxima edição, foi o primeiro país a garantir a participação. Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, confirmou, em abril, a participação e anunciou a realização do Festival da Canção (AQUI) numa emissão em que o ESCPORTUGAL esteve em destaque. Contudo, até ao momento, mais nenhuma informação foi revelada.

A BBC, televisão pública do Reino Unido, anunciou a sua intenção de continuar a participar no Festival Eurovisão da Canção. O país deverá marcar presença na Ucrânia para comemorar os 60 anos da sua participação no certame e o 20.º aniversário da última vitória. Mais detalhes serão revelados no outono.

Com a ambição de alcançar a sétima vitória eurovisiva, a Suécia confirmou precocemente a participação em Kiev e selecionará através do Melodifestivalen, a mais famosa pré-seleção para o Festival Eurovisão. A competição arranca a 4 de fevereiro, sendo que a Grande Final está agendada para 11 de março, na Friends Arena (AQUI).

A emissora suíço-alemã SRF garantiu a presença do país em Kiev e anunciou grandes mudanças na sua final nacional. De 26 de setembro a 24 de outubro decorre o período de candidaturas, sendo que as propostas do estrangeiro não serão aceites e a habitual plataforma online deixará de ser utilizada. A 4 de dezembro decorrerá uma audição ao vivo, estando a final agendada para 5 de fevereiro (AQUI).

Anfitriã da competição, a Ucrânia organizará uma final nacional produzida pela emissora estatal NTU e a emissora privada SBS. Jamala integrará o painel de jurados da competição que permite a participação de estrangeiros e onde a votação online irá eleger um dos finalistas (AQUI).




Países cuja situação não está esclarecida (17)


A emissora estatal da Albânia apenas decidirá a participação no ESC2017 em setembro, sendo que, a prioridade atual é a entrada no JESC2016. Contudo, já são conhecidas as datas de inscrição para o Festivali i Këngës, habitual final nacional do país (AQUI).

ARJ Macedónia
A emissora estatal da ARJ Macedónia não fez qualquer comentário sobre a próxima edição do Festival Eurovisão, sendo que a sua participação é uma incógnita.

Austrália
Depois de ter sido convidada em 2015 aquando do 60.º aniversário do certame e de este convite se ter estendido para 2016, a Austrália deverá continuar a participar no ESC. Contudo, até ao momento, a SBS não fez qualquer revelação.

Azerbaijão
A emissora estatal do Azerbaijão não fez qualquer comentário sobre a próxima edição do Festival Eurovisão, sendo que a sua participação é uma incógnita.

Depois de ter conquistado o melhor resultado de sempre em Estocolmo, a emissora búlgara assegurou a participação na próxima edição do evento. No entanto, a emissora estatal do país nunca confirmou oficialmente a participação, sendo expectável que tal aconteça nos próximos dias.

Um ano depois do regresso ao Festival Eurovisão, a emissora estatal da Bósnia-Herzegovina poderá voltar a ausentar-se da competição europeia. A grave crise financeira que culminou com uma quase expulsão da EBU/UER (AQUI) deixaram a BHRT sem financiamento para grandes eventos, tendo sido anunciado que a participação é muito pouco provável.

O Cazaquistão estará a tentar garantir presença no ESC2017 para ajudar à promoção da Expo2017, em Astana. A televisão pública do país, a Khabar Agency, tornou-se membro associado da EBU/UER a 1 de janeiro deste ano, algo que não garante acesso automático ao sistema eurovisivo. No entanto, podem ser dadas autorizações especiais de participação, como acontece com a australiana SBS.

A emissora croata HRT cancelou a produção do The Voice devido a problemas orçamentais provocados com a compra dos direitos do Euro 2016 e dos Jogos Olímpicos, sendo que a participação no Festival Eurovisão 2017 poderá estar também em risco. Contudo, até ao momento, mais nenhuma informação foi avançada.

A emissora estatal eslovaca RTS garantiu que "a Eurovisão é um projeto interessante e atrativo", antevendo um possível regresso se existirem "recursos financeiros adicionais que não estão disponíveis". O apuramento da vizinha Chéquia para a Grande Final em Estocolmo poderá pesar na decisão do país.

Geórgia
A emissora estatal da Geórgia não fez qualquer comentário sobre a próxima edição do Festival Eurovisão, sendo que a sua participação é uma incógnita.

Marrocos
A emissora estatal de Marrocos não fez qualquer comentário sobre a próxima edição do Festival Eurovisão. Contudo, tendo em conta a participação de Israel, o regresso do país, que apenas participou em 1980, é muito pouco provável.

Moldávia
A emissora estatal da Moldávia não fez qualquer comentário sobre a próxima edição do Festival Eurovisão, sendo que a sua participação é uma incógnita.

A não desqualificação do tema vencedor 1944 aquando da polémica com a sua data de apresentação fez com que a emissora montenegrina colocasse a participação em Kiev em dúvida: "será que vale a pena continuar a participar neste evento". Até ao momento, nenhuma outra declaração foi efetuada, sendo que a retirada do país poderá ser fundamentada com as dificuldades financeiras da emissora.

Depois de ter sido desclassificada do Festival Eurovisão 2016 a escassas semanas do mesmo devido às dívidas acumuladas à EBU/UER, a emissora romena TVR já repôs as negociações com o organismo europeu após o pagamento do valor. Contudo, a emissora ainda não fez qualquer anúncio sobre a próxima edição do concurso.

Em conflitos armados com o país anfitrião, Ucrânia, devido à situação da Crimeia, a Rússia poderá ser a grande ausência da próxima edição do concurso europeu. A existência da polémica lista negra de cantores na Ucrânia e a enorme pressão por algumas entidades russas para que o país boicote a edição, poderão ditar a desistência do país. No entanto, a emissora russa não fez qualquer declaração sobre a situação.

O microestado europeu foi uma das vozes mais críticas ao novo sistema de votação do Festival Eurovisão, tendo mesmo ameaçado retirar-se da última edição. A ausência de declarações sobre a próxima edição, aliado à retirada da participação do certame infantil e a recente polémica em torno da atuação de Serhat (AQUI) poderão ser um sinal da retirada do país.

Sérvia
A emissora estatal da Sérvia não fez qualquer comentário sobre a próxima edição do Festival Eurovisão, sendo que a sua participação é uma incógnita.

Apesar da mudança no sistema de votação do Festival da Eurovisão, o diretor geral da emissora turca TRT reafirmou que o país continua sem qualquer intenção de regressar ao certame musical. No entanto, nenhuma resposta definitiva foi avançada pela emissora.

Países que não estarão na competição (3)


Fora da competição desde 2009, Andorra desistiu do concurso alegando dificuldades financeiras. No entanto, quando questionados sobre a razão porque não participariam este ano, a estação pública do país afirmou que "esta opção não é possível por variadas razões. Temos outras prioridades neste momento".

Apesar de várias notícias darem conta que o Governo do país iria discutir o possível regresso ao concurso europeu, o diretor da televisão pública, Steve Schmit, explicou que a RTL é uma pequena estação com menos de 100 trabalhadores e que apenas produz duas horas de programação diária, sobretudo na área da informação, garantido que o país não estará de regresso num futuro próximo. Por outro lado, este responsável não se mostrou agradado com as regras atuais do concurso, apesar de não especificar quais. 

Dez anos depois da sua retirada, o pequeno país continuará fora do concurso europeu, conforme foi confirmado pela emissora estatal TMC.

Esta e outras notícias também no nosso Facebook e Twitter. Visite já!
Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL/eurovision.tv

8 comentário(s):

  1. Jefferson21:06

    Alguma notícia de liechteinstein? Ficaria feliz se participasse!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A emissora do Liechtenstein, 1FLTV, ainda não é um membro ativo da EBU/UER, logo não poderá participar no evento. A adesão esteve para ser feita no ano passado, mas foi cancelada por falta de fundos.

      Eliminar
    2. Anónimo01:08

      E o Kosovo?

      Eliminar
    3. A emissora do Kosovo ainda não é membro ativo da EBU/UER, logo a sua participação ainda não poderá ser concretizada. Por outro lado, a emissora das Ilhas Faroé já viu a sua candidatura a membro ativo da EBU/UER ser recusada por várias ocasiões, logo também não está apta para entrar no evento.

      Eliminar
    4. Anónimo10:13

      as ilhas Faroé não são um estado são os Açores da Dinamarca.

      Eliminar
    5. As Ilhas Faroé são um país no Reino da Dinamarca, tal como a Escócia é um país no Reino Unido, por isso não pode competir sozinha, visto que o Reino da Dinamarca, que é o país da Dinamarca, as Ilhas Faroé e a Gronelândia, não podem competir separados.

      Eliminar
  2. Anónimo12:10

    O ano passado haviam assim tantos paises nesta altura por confirmar?

    ResponderEliminar

Temas em Destaque

 
Top