A União Europeia de Radiodifusão apelou à Turquia para dar sinais de contenção e de respeito à liberdade de expressão e dos media, depois de um recente decreto ter ditado o encerramento de vários orgãos de comunicação social.

Depois da tentativa de golpe militar de 15 de julho, o governo turco declarou o estado de emergência e iniciou uma rusga em diversos organismos estatais e setores da sociedade para localizar os alegados seguidores de Gülen, o clérigo e opositor exilado nos Estados Unidos da América que Ancara acusa de ter desencadeado o golpe.

Num decreto publicado a 27 de julho, o governo previu o encerramento de três agências noticiosas, 16 canais de televisão, 23 estações de rádio, 15 revistas, 45 jornais e de 29 editores e distribuidores, o que levou a que a diretora-geral da União Europeia da Radiodifusão emitisse um comunicado: "Acreditamos que o direito à liberdade de expressão e de informação deve prevalecer sobre os interesses políticos e económicos e o governo turco tem o dever de assegurar e proteger este princípio fundamental da democracia".

A detenção de 89 jornalistas e o assédio e a intimidação a repórteres locais e internacionais que estavam na Turquia a fazer a cobertura jornalística depois da tentativa de golpe foram condenadas pelo organismo europeu, lamentando também as restrições impostas aos jornalistas que pretendiam sair ou entrar no território turco. "A violação da independência dos meios de comunicação social de serviço público é um ataque à democracia e aos direitos fundamentais dos cidadãos", referiu o comunicado da EBU/UER, acrescentando que as tentativas de restringir o acesso às notícias e à informação representam "uma enorme ameaça para o funcionamento da democracia", mostrando-se profundamente alarmada com os ataques e ameças contra os estúdios e trabalhadores da TRT, membro-estatal do organismo.

Nesse sentido, a organização pede ao governo turco para assegurar o funcionamento dos órgãos de comunicação social "sem restrições" e "livre de medo e ameaças", uma vez que "um jornalismo livre e crítico desempenha um papel indispensável no apoio a uma sociedade pacífica e próspera".

A Turquia estreou-se na competição em 1975, tendo participado por 34 ocasiões. Em 2003, Sertab Erener e o tema Everyway That I Can conseguiu a única vitória turca na competição, com um total de 165 pontos. A última participação da Turquia esteve a cargo de Can Bonomo e Love Me Back, que conseguiu o 7.º posto em Baku, tendo retirado-se da competição por não estar de acordo com a distribuição de percentagens do televoto e do júri e do apuramento direto dos Big5 (AQUI).

Recorde a última participação turca de seguida:



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Fonte: noticiasaominuto / Imagem/Vídeo: Eurovision.tv

3 comentário(s):

  1. Tempo de acabar com a hipocrisia relativamente ao status quo turco,largamente baseado no ultranacionalismo e fundamentalismo de largas massas populares na Anatolia ou vindas de la para Istanbul.Os outros ou se mantem calados ou vao para a gaiola.As gaiolas turcas nao sao muito recomendaveis.

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    1. Anónimo01:43

      Nao percebi quase nada... pode explicar?

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    2. Sinto muito ,mas nao da para simplificar.Admito,que sem se conhecer minimamente a realidade social,economica e religiosa da Turquia actual e dificil entender o que la se esta a passar.Junte-se a cojunctura do Medio-Oriente,Ucrania,Russia e EU,e ainda mais complicado fica.

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