O Reino Unido votou "Sim" à saída da União Europeia. Com todos os votos contados no referendo de ontem, o resultado final anunciado esta manhã é de 51,9% para o "Brexit" e 48,1% para a permanência da União Europeia. As consequências são, para já, imprevisíveis.


As consequências do resultado do referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia já estão a fazer-se sentir, anuncia a imprensa de hoje: as bolsas asiáticas e europeias estão a descer e a libra está a cair para valores inéditos em 30 anos. A moeda britânica caiu para o valor mais baixo desde 1985, está abaixo de 1,35 dólares. Por outro lado, David Cameron anunciou que vai demitir-se do cargo de primeiro-ministro, afirmando que o Reino Unido precisa de uma nova liderança.

Este responsável máximo declarou em abril, perante o Parlamento, que, independentemente do resultado do referendo, o Reino Unido permaneceria no Festival Eurovisão da Canção. Tal como publicámos AQUI, Cameron afirmou bem disposto: "Tendo em conta que Israel e Azerbaijão e qualquer outro vizinho da Europa está qualificado para participar, até a Austrália, acho que estamos safos desse". A UER é, de facto, completamente independente da União Europeia (UE). Se analisamos os 42 países participantes no festival deste ano, 16 não pertencem à UE, dos quais se conta a Suíça, primeira vencedora do concurso - apenas para darmos o exemplo mais simbólico.

Contudo, com David Cameron de saída, tudo pode acontecer: o próximo primeiro-ministro e os eventuais próximos dirigentes da BBC podem optar por sair do concurso eurovisivo, sobretudo tendo em conta que nos próximos meses espera-se muita troca de palavras "azedas" dentro e fora do Reino Unido e serão muitas outras as prioridades. Por outro lado, mesmo participando, as consequências poderão não ser boas: se muitos emigrantes tiverem que voltar aos seus países de origem, se as trocas comerciais entre países da UE e o Reino Unido forem arrasadas, o televoto poderá vir a penalizar este país no momento da votação. Um "Brexit" também eurovisivo.

Por fim,  importa não esquecer que a saída do Reino Unido da UE poderá representar, a prazo, a desintegração do Reino Unido como o conhecemos hoje. O desejo independentista da Escócia e da Irlanda do Norte poderá fazer com que, em referendos, esses sonhos se tornem realidade. Tornando-se Estados independentes e membros de pleno direito da UER, poderão vir a participar no Festival Eurovisão.


Reações de artistas ingleses

Logo nas primeiras horas da manhã, as reações de artistas que participaram na Eurovisão não se fizeram esperar. Todas reprovando a decisão da maioria da população. Joe (ESC2016) escreveu logo depois de saírem os resultados: "Minha nossa". Bianca Nicholas (ESC2015) foi mais longe: "Isto foi a pior Eurovisão de sempre". James Fox (ESC2004): "A sério?!! Acho que vou começar a fazer as malas". "Estou arrasado com o resultado para o nosso país. Vou trabalhar com o coração pesado", escreveu Sam Womack (ESC1991). Jenny Frost (ESC1999) confessou estar "assustada" com esta situação. Já Lee Ryan (ESC2011) , sem papas na língua, disse que vai tirar "um passaporte irlandês". Molly Sterling (ESC2015) não conteve um "Isto é uma anedota".

Nicki French (ESC2000) teve uma reação mais pedagógica. "Temos de ver este resultado como uma oportunidade, um desafio". E, por fim, Andy Abraham (ESC2008), perante as acusações que encheram as redes sociais, escreveu: "Há pessoas decentes, normais e reais em ambos os lados deste referendo! Mostrem mais respeito!"


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Fonte: ESCPORTUGAL, FACEBOOK, TWITTER / Imagem : GOOGLE

20 comentário(s):

  1. Anónimo14:17

    Como é óbvio, o Reino Unido não vai sair da Eurovisão

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  2. Anónimo14:24

    Concordo. O televoto, se já não é amigável com o Reino Unido, agora vai arrasa-los

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    1. Anónimo15:06

      Pelas redes sociais ja se vê que esta mta gente a maltratar os ingleses. No esc podera ser igual.

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    2. Anónimo15:06

      Também diziam que o televoto russo seria prejudicado por causa da questão da Crimeia... este ano ficaram em primeiro!

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    3. Os Big5,com excepçoes pontuais continuarao a ser lixados no ESC.Ninguem gosta de elitismos e privilegios infundados,salvo os que deles usufruem.Mas consequentemente sao penalizados. :)

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  3. Acho que o Brexit vai fazer a UE repensar os principios de igualdade e solidariedade entre os seus Estados membros,levantar questoes de transparencia e sobretudo questionar o"Directorio Alemanha-França".A nivel de ESC talvez venhamos a ter dentro de algum tempo a Escocia independente a competir.

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    1. Anónimo17:55

      "A nivel de ESC talvez venhamos a ter dentro de algum tempo a Escocia independente a competir."

      gosto da ideia!

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    2. JEFFERSON20:36

      Eu aceitaria sim na parte da Escócia ou de outro país do Reino Unido competir.

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    3. Anónimo21:51

      Seria já necessário que todos produzissem por igual. "Acho que o Brexit vai fazer a UE repensar os principios de igualdade e solidariedade entre os seus Estados membros,levantar questoes de transparencia e sobretudo questionar o"Directorio Alemanha-França"." Foram a Alemanha e a França que criaram o projecto. Quem tarde vier come do que trouxer... E Portugal fica no 2° círculo, com sorte, e magnanimidade dos fundadores.

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    4. 21:51 - Boa "boca",mas alem da Alemanha e de França os fundadores do projecto foram TAMBEM a Holanda,Belgica,Luxemburgo e Italia. Produçao por igual a 100% ou a quantos %?!?! Exactidao,precisa-se.

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    5. E a Suíça também foi fundadora, RG. :)

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    6. Diogo,estas redondamente equivocado.A Suiça fez parte da EFTA,mas nao foi pais fundador da UE,nem NUNCA fez parte do "Mercado Comum" ou da UE. Informa-te!

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  4. Creio que o povo do Reino Unido demonstrou coragem e tomou a decisao certa a medio e longo prazo.Assim outros paises ousassem questionar A SERIO a actual UE e formar novas unioes regionais,por ex.Portugal,Espanha,França,Italia,Grecia,Malta,Chipre, mais de acordo com interesses e culturas comuns.

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    1. Anónimo16:42

      Hahahaha íamos longe com uma união dessas........

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    2. Seriam so mais de 150 milhoes de consumidores,com interesses comuns,fora da esfera de influencia da Alemanha por exemplo,a poderem decidir sobre muitas areas como as da produçao agricola e uso dos recursos maritimos.Ou a situaçao actual sera melhor?A ver vamos...

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    3. Ha quem diga,que a Alemanha propos-se conseguir pela via do dominio economico e especulaçao atingir os ojectivos,que nao conseguiu atingir por via belica.Os britanicos ate tem consciencia disso.Mas o importante e continuarmos a ter o UK no ESC,e talvez em breve a Escocia e a Catalunha tambem. :)

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    4. Correçao ao meu comentario das 20:31: Os paises em questao totalizam 195 milhoes de consumidores. Acho que devem ter algum peso e ate viabilidade para fazer algo.

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  5. Anónimo21:47

    Quantas vezes pedi para que os britishes saíssem mesmo e de uma vez por todas de uma casa e de uma união onde nunca se sentiram bem e onde entraram para a destruírem por dentro. Criaram a EFTA para destruir a CEE - perderam. Largaram a EFTA e entraram na CEE para a destruírem por dentro e formou-se a ue - perderam. Agora que ganhem fora. Quem não está bem muda-se. E depressinha. Era o país da união que tinha mais excepções à união. Andor, andor. Não tenho saudades nenhumas.

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  6. Anónimo10:29

    Brexit = a País de Gales , Escocia no ESC quanto à Irlanda do Norte deveria pertencer à Republica do EIRE aquela separação é igual as duas Alemanhas que hoje é só uma , P.de Gales e a Escocia têm cultura própria já a Irlanda foi uma separação politica do Reino Unido que espero que brevemente seja EX-Reino Unido a Inglaterra que fique com o seu pedaço da Ilha Britanica e fora da UE.

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    1. O resultado do referendo foi de saida da UE em Inglaterra e Pais de Gales,o Ulster e a Escocia escolheram ficar na UE,pelo que uma separaçao mais ou menos independentista so parece ser provavel na Escocia e no Ulster.Unir a Irlanda?Hm,muito complicado com a questao religiosa.Muito fanaticos.

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