A cantora francesa Anne-Marie David, vencedora do Festival Eurovisão 1973 pelo Luxemburgo, tem estado envolta em polémica com os seus seguidores, depois de ter insinuado que Chipre corresponde a dois países distintos.


Com várias décadas de carreira musical, Anne-Marie David, vencedora do Festival Eurovisão de 1973 pelo Luxemburgo e terceira classificada na edição de 1979 pela França, foi, há dias, homenageada na cidade de Kyrenia, Chipre, com a entrega de um prémio especial pela sua carreira. Aquando da homenagem, a cantora colocou algumas mensagens na sua conta de Facebook, sendo que algumas causaram grande polémica junto dos seus seguidores.

"Olá de Kyrenia, cidade na parte turca de Chipre. Este vestido é uma criação do designer turco Engin Terzi! Ele fez isso em 24 horas (...) é um pouco diferente do que normalmente uso" colocou a cantora nas redes sociais, o que rapidamente levou a muitos fãs a corrigirem a mesma: "Estou muito triste de ver o seu post referindo-se ao norte de Chipre (invadido pelos turcos em 1974) como a «parte turca» de Chipre. É tão ofensiva e mostra a sua ignorância sobre a real situação do país. Não há nenhum Chipre turco" escreveu um dos seus seguidores.

Contudo, depois de vários seguidores mostrarem a sua indignação, os responsáveis pela página da cantora eliminaram os comentários colocados no post, tendo sido emitido um novo comunicado: "Esta é a minha página! Coloco nela o que quero e publico o meu modo de vida: no que acredito e em que tenho esperança. Não recebo lições de ninguém e não vou permitir que ninguém me as dê (...) Porque me pedem para resolver um problema político? Eu apenas canto! Então sim, estou orgulhosa dos troféus que recebi porque eles representam anos de trabalho" escreveu a cantora, cujo comunicado pode ler AQUI na íntegra. Momentos depois, a cantora partilhou também uma imagem do troféu recebido, onde figura a bandeira não-reconhecida da região, o que fez com que muitos dos seus seguidores desistissem de acompanhar a sua página na rede social.


A ilha de Chipre foi originalmente povoada por gregos até 1570, ano em que o Império Otomano, antecedente da Turquia, conquistou a ilha e culminou com a migração de turcos para o território. Posteriormente, o Reino Unido governou o território de 1878 a 1960, ano em que declarou a independência, mas cuja decisão resultou nas divisões das comunidades turca e grega com base nas suas origens religiosas e étnicas. Em 1974, a junta militar governante, formada por nacionalistas cipriotas gregos, encenaram um golpe de Estado com o intuito de anexar Chipre à Grécia, resultando numa invasão turca da ilha e a formação de um território no Norte da mesma. A invasão provocou a deslocação de 150 000 cipriotas gregos e de 50 000 cipriotas turcos.  A República Turca de Chipre do Norte apenas conta com o reconhecimento da Turquia, sendo que a comunidade internacional considera que a parte norte da ilha é um território da República de Chipre ocupada por forças turcas.

Recorde, de seguida, a participação de Anne-Marie David na gala dos 60 anos do Festival Eurovisão:


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Fonte: eurovisionary / Imagem/Vídeo: eurovision.tv

13 comentário(s):

  1. O que tu sabes! A que fonte foste beber?

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  2. Anónimo11:33

    Pelo que sei a Anne Marie David nunca conseguiu uma carreira estavel em terras francofonas e numa altura da sua carreira virou-se para a Turquia e aí fez algum sucesso gravando alguns discos em turco, quando a fonte turca secou a cantora retirou-se das cantigas durante cerca de 18 anos e depois resolveu voltar mas se em França nunca fez parte das vozes mais apreciadas agora já com mais uns bons anos está limitada a estes pequenos mimos e daí a cantora dizer o disparate que disse sobre Chipre , com tanto tempo livre que a fraca carreira lhe deixa era bom que se ocupasse a ler uns livros de História para aprender aquilo que não sabe (mas eu penso que ela não quer saber ) dão-lhe um rebuçado e ela retribuí com outro mesmo passando por cima de factos históricos muito importantes mas magoam uma comunidade que foi muito mal tratada pelo invasores , VIVA CHIPRE a esperança é a ultima coisa a morrer um dia esse muro pode e deve caír o de Berlim tambem caíu.

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    1. Eu tambem espero que esse muro caia,mas este e talvez mais dificil de pulverizar,porque nao se trata so de ideologia politica,mas sim de de diferenças etnicas,linguisticas e religiosas.A historia nao nos da muita esperança,turcos e gregos,Islao vs Igreja Ortodoxa,hm... combinaçoes dificilimas.

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    2. Pessoalmente considero esta uma situaçao de facto,seja ou nao reconhecida pela comunidade internacional.As razoes em grande parte remontam aos anos 60,com a ideia da ENOSIS com a Grecia e ja na altura,em 63 ou 64, com intervençao da Força Aerea Turca em Chipre.A.M.David tem direito a sua opinao.

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  3. Anónimo13:19

    Bastante agressiva e desagradável na sua resposta aos comentários..

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    1. Anónimo17:45

      agressiva e rude!

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  4. Anónimo22:48

    Que peixeirice!

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  5. Anónimo23:03

    Isto pode ser lido num "site" da UE: "Foreign nationals who have entered Cyprus through the north are considered by the Government of the Republic of Cyprus to have entered Cyprus through an illegal port of entry". É certo que - manda o "politicamente correto", a que a cantora não aderirá - não se fala em Chipre turco e Chipre grego, mas... haverá mesmo só um Chipre? Se nos cingirmos ao ESC, a seleção da canção cipriota cabe sempre ao Sul: até hoje a Turquia só por duas vezes votou em representações de Chipre; Chipre só por uma vez votou na Turquia. Compare-se com a Irlanda, que já se fez várias vezes representar por cantores da Irlanda do Norte (Dana e Linda Martin são só dois exemplos), território que, oficialmente, até pertence a outro país (Reino Unido). Anne-Marie David, que, como muito bem se diz num comentário, tem direito à sua opinião, nem sequer uma preferência expressou: usou uma designação ("Chipre turco"), que, sejamos francos, muita gente usa.

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    1. Trinina Villas-Prietto23:36

      Vamo lá não defender quem não tem defesa possível depois de meter o pé na poça...

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    2. 23:03 - Concordo totalmente contigo. Trinina - Neste caso um alvoroço baseado em interpretaçoes/suposiçoes/insinuaçoes e na hipersensibilidade grega,bem como em ignorancia da Historia moderna de Chipre.Nada mais.

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    3. Anónimo07:58

      23.36: Fala em "quem não tem defesa possível" - presumo que se refere à cantora, cujo "crime" foi dizer que se encontrava no "Chipre turco". Isto merecerá acusação, se há mesmo textos da UE que mencionam "the Turkish region", quando abordam algo no norte da ilha?

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    4. Anónimo22:30

      A Belgica Flamenga e a Belgica francofona são um só país tal como Chipre que é um só país com duas comunidades linguisticas diferentes só que em Chipre o muro não há meio de caír mas por existir esse muro não faz de Chipre (parte ocupada pela turquia)uma nação , quando Chipre vai ao ESC representa a ilha no seu todo os falantes turcos não se vêm ali representados porque foram eles que criaram aquela situação, os cipriotas de lingua grega não se sentem gregos são cipriotas os outros sentem-se turcos então incorporem aquele pedaço à Turquia e o assunto fica resolvido.No caso da Irlanda do Norte , Irlanda há só uma se o ingleses fizessem o que deveriam ter feito quando a Irlanda se tornou independente que era dar a independencia na totalidade e não ficarem com aquele pedaço só para criar aquilo que todos sabemos (instabilidade e odio), quando Portugal deu a independencia às Colonias os portugueses tiveram que saír no caso irlandês os ingleses que se venham embora ou então que se tornem irlandeses e viva a Republica do EIRE.

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    5. Anónimo23:10

      22.30 - Ao escrever Bélgica flamenga e Bélgica francófona está a fazer uma distinção idêntica à da cantora que escreveu parte turca de Chipre - não lhe chamou nação nem país. Disse que estava numa cidade da parte turca de Chipre tal como quem está em Lugano dirá que está numa cidade da Suíça italiana. E é claro que só há uma Suíça...

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