Apesar de ser representada por Frans e 'If I were sorry', a Suécia estará também representada em outras... dezasseis candidaturas no Eurovision Song Contest 2016! Descubra quem são os suecos que tentam singrar em Estocolmo.

Anfitriã do Eurovision Song Contest 2016, a Suécia (ou melhor dizendo, os suecos) é o país que estará em maior destaque no palco da Globen Arena. Tal não se deve à localização do evento, nem mesmo aos apresentadores: de entre as 42 comitivas a concurso no Festival da Eurovisão 2016, 17 delas contam com suecos na sua constituição!

Há quem lhe chame fenómeno ao facto de encontrar nomes suecos nas delegações estrangeiras, mas para Christer Björkman, produtor do evento, há uma explicação natural para isso: "O Melodifestivalen está a funcionar de forma muito semelhante à Eurovisão. Temos "educado" os compositores e todos os envolvidos para a competição. Há muita gente preparada e, portanto, não é de admirar que muitos estão a concurso na Eurovisão (...) Isto tem acontecido nos últimos anos, em todos os níveis e está a ascender criativamente. O que se destaca este ano são os diretores criativos que trabalham na Suécia: é rentável quando a competição é hospedada aqui". Há até quem esteja duplamente a concurso este ano: Gabriel Alares (Noruega e Moldávia) e Thomas G:son (Chipre e Geórgia) têm dois temas da sua autoria no alinhamento.

Christian Schneider e Sara Biglert, compositores suecos, falaram há dias com o site oficial da emissora sueca, falando da sua experiência como responsáveis pelo tema da República Checa, 'I Stand': "Estarmos aqui é uma sensação mágica (...) Sinto-me a competir pela Suécia e não contra a Suécia" afirma Christian. Sara Biglert, por sua vez,  recusa a ideia de "traidores": "Isso nem se poe em questão. É optimo podermos competir por outros países".


Descubra connosco todos os suecos que estão a concurso no Festival da Eurovisão 2016:

Arménia
Sacha Jean-Baptiste, CEO da Jean Baptiste Group, foi escolhida pela ARMTV para criar e dirigir a apresentação em palco da Arménia no Festival Eurovisão da Canção. Sacha já tinha sido a eleita da emissora georgiana no ano passado, algo que também repetirá em Estocolmo;

Austrália 
A cantora Dami Im será auxiliada por duas backing singers suecas bem conhecidas dos eurofãs: Anna Sahlene (terceira classificada no ESC2002 e corista no ESC1999 e 2000) e por Dea Norberg (membro da comitiva sueca em 1999, 2003-2006 e 2008);


Áustria
Alexandra Moqvist, cantora sueca, é uma das duas backing singers que acompanharão Zöe no palco do Festival da Eurovisão 2016;

Azerbaijão
O tema que Samra defenderá na Globen Arena foi composta por uma equipa totalmente sueca: Amir Aly, Jakke Ti Erixson e Henrik Wikström. Além disso, Jessica Marberger e Dea Norberg estão confirmadas na atuação, sendo que Jessica participou na vitória azeri em 2011 e Dea cumprirá a sua décima participação eurovisiva (juntamente com a atuação da Austrália). Roine Söderlundh será o diretor artítistico da atuação, que contará com a participação de Zain Odelstal e Patrik Riber.



Bielorrússia
Os cantores suecos Anna Isbäck, Herman Gardarfve e Michael Zetterqvist constituem o apoio vocal de Ivan para o Eurovision Song Contest 2016;

Bósnia-Herzegovina
Almir Ajanovic, compositor sueco, é um dos responsáveis por Ljubav Je, tema que marcará o regresso da Bósnia-Herzegovina às lides eurovisivas;

Bulgária
O sueco Bo Joacim Persson é um dos compositores do tema de Poli Genova, sendo que a coreografia da cantora foi co-produzida pela sueca Ambra Succi em cooperação com Milen Dankov;

Chipre
Thomas G:Son, participante em 12 ocasiões no Festival da Eurovisão e compositor do tema vencedor de 2012, é o responsável por Alter Ego, tema produzido especialmente para o evento europeu. Lars Säfsund é um dos preparadores vocais da banda.


França
Lars Hagglund é um dos responsáveis pela preparação vocal de Amir em Estocolmo;

Geórgia
Midnight Gold tem co-composição de Thomas G:Son. Além disso, a coreógrafa sueca Sacha Jean-Baptiste é a responsável pela atuação de Nika Kocharov e Young Georgian Lolitaz, cuja preparação vocal está  a cargo de Lars Säfsund;

Letónia
Sacha Jean-Baptiste será a diretora artística da atuação de Justs, bem como das comitivas da Arménia, Lituânia e Geórgia;

Lituânia
O tema I've Been Waiting for This Night foi produzida por Mike Eriksson e escrita pelos suecos Jonas Thander e Beatrice Robertson. Além disso, a direção artística do videoclip e da atuação em Estocolmo foram lideradas por Sacha Jean-Baptiste;

Malta
Ira Losco, representante do país, é uma das responsáveis pelo tema que defenderá em Estocolmo, tendo co-produzido 'Walk on Water' com uma equipa totalmente sueca: Lisa Desmond, Tim Larsson, Tobias Lundgren e Molly Pettersson Hammar, sendo que a última esteve a concurso nas últimas duas edições do Melodifestivalen. Lars Säfsund e Molly serão backing singers na atuação;


Moldávia
Gabriel Alares, Sebastian Lestapier e Ellen Berg são os compositores do tema Falling Stars. Anteriormente, alguns dos elementos foram responsáveis pelos temas que representaram a Rússia no ESC2013 e no ESC2015;

Noruega
Gabriel Alares é o co-compositor e letrista de Icebreaker, sendo também backing singer da atuação de Agnete;

República Checa
'I Stand' foi composto pela dupla sueca Christian Schneider e Sara Biglert, marcando a sua estreia nas lides eurovisivas depois de várias tentativas em diversas finais nacionais;

Rússia
John Ballard, participante em duas ocasiões no Melodifestivalen e co-letrista das entradas do Azerbaijão, em 2013, e da Rússia, em 2014, é um dos letristas de 'You Are the Only One'. Além disso, a atuação contará com Alvaro Estrella, participante no Melodifestivalen 2014, Jennie Jahns, Adam Smith, Daniel Gill e John D. Seil, que serão backing singers e bailarinos;


Suécia
Composta por Fredrik Andersson, Oscar Fogelström, Frans Jeppsson-Wall e Michael Saxell, 'If I were sorry' será defendida por Frans. A atuação foi produzida por Lotta Fureback e Mari Ryberger, sendo que Jonathan Jaarnek Norén é o responsável pelo palco;

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Fonte: SVT/ESCPortugal / Imagem: CNN / Vídeo: Youtube

8 comentário(s):

  1. Anónimo20:03

    Muito interessante e bem detalhado. Já agora, até nós, em 1975, recorremos a um coro sueco, tal como em 1972 tínhamos usado um coro inglês (o que se repetiria em 1988, neste último caso não sei se com grande vantagem...).

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  2. Anónimo20:57

    Excelente Artigo.

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  3. Nao admira que as cançoes concorrentes se pareçam cada vez mais entre si,nao so a nivel musical,mas tambem a nivel de performance visual. Alem dos suecos envolvidos,quem e que ganha alguma coisa com isso?A monotonia! Novos regulamentos mais restrictivos para o ESC, precisam-se urgentemente!

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  4. Anónimo22:36

    Estas parcerias tem feito com que o esc perdure tantos anos. Pena o mesmo não acontecer entre outros países e não sempre a Suécia. Mas uma coisa é certa : a Suécia tem os sons que a maioria gosta e excelentes performences

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  5. Rui Ramos22:39

    Portugal deveria seguir o mesmo exemplo. Seriam os nossos artistas que ganhariam com estas parcerias e experiências

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  6. Anónimo23:08

    É triste ver onde o ESC chegou... a máfia sueca está mais forte que nunca!

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  7. Então, já que é assim, sueco por sueco, que ganhe a Suécia, propriamente dita.

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  8. Os suecos aqui não se governam, já tentaram e foi um fiasco. Ao fim e ao cabo, isto tudo não passa de uma palhaçada. Cada país deve levar os seus intérpretes, os seus músicos, os seus autores, senão onde está a graça disto? Afinal só ganha um e às vezes até nem é o que tem mais sucesso à posteriori.

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