As votações dos jurados da Arménia e da Suécia estão a ser duramente criticadas pelos eurofãs: o júri arménio apresenta inúmeras coincidências entre os votos dos seus jurados, enquanto que o júri sueco é acusado de nepotismo.

Juntamente com os resultados completos da Grande Final e das semifinais do Festival da Eurovisão 2016, a EBU/UER forneceu a votação discriminada de cada jurado interveniente na edição. Contudo, alguns eurofãs não gostaram de ver algumas votações e acusam alguns jurados de ferirem a regra básica da sua intervenção no programa: o dever de ser justo e independente.

A Arménia tem sido um dos países mais visados pelas críticas. O júri do país atribuiu a pontuação máxima a França, seguida da vizinha Geórgia e Malta. Contudo, a causa das críticas é a concordância entre todos os jurados arménios nos países no top5 da votação: França e Geórgia ficaram colocadas em 1.º e em 2.º lugar nas cinco votações, respectivamente, enquanto que Malta, Bulgária e Chipre trocaram entre si nas restantes vagas nos cinco primeiros. O mesmo caso aconteceu com a votação ao Azerbaijão: a candidatura de Samra ficou colocada na 25.ª (e última) posição de 4 jurados arménios, sendo que Erik Karapetvan foi o único que colocou o país fora do último lugar: atribuiu-lhe o 19.º posto.


No entanto, a mesma situação aconteceu na semifinal: Malta, vencedora da votação do júri arménio na eliminatória, conquistou a primeira posição em todos os jurados, bem como Montenegro, segundo na classificação. Além disso, como observável na imagem abaixo, as candidaturas da Finlândia, Moldávia, Rússia e República Checa tiveram classificações praticamente idênticas nos diversos jurados, sendo que o Azerbaijão foi o país menos votado por todos os constituintes do júri.


Contudo, a polémica não fica por aqui! O tablóide sueco Aftonbladet acusa o júri do país anfitrião do Festival da Eurovisão de nepotismo. O painel de jurados, constituído pelos participantes no Melodifestivalen 2016 Lisa Ajax e Anton Ewald, pelo compositor Wrethov e por Karin Gunnarsson e Rickard Keilor, produtor e diretor de programas, respetivamente, é acusado de favorecer as candidaturas do Azerbaijão e de Malta, ambas de compositores suecos.

Classificada na 24.ª posição do televoto sueco, a candidatura do Azerbaijão foi agraciada com a segunda maior pontuação do júri do país, sendo a primeira classificada na votação de Lisa Ajax. O tablóide relembra que Miracle foi escrita por Henrik Wikström, Amir Aly e Jakke Erixson, equipa que frequentemente produz músicas para a Capitol Records, discográfica a que Lisa está associada. Além disso, o bailarino Zain Odelstal, participante na atuação azeri, trabalho com a cantora aquando da sua participação no Melodifestivalen.
 
A publicação vai mais longe e acusa também o júri de favorecer a candidatura de Malta, que acabou na quarta posição dos jurados, recebendo 7 pontos, mas que apenas foi 23.ª classificada no televoto. Molly Pettersson Hammar foi uma das compositoras do tema, tendo feito parte da comitiva do arquipélago a Estocolmo.

Lembramos que a votação do júri, efetuada na noite anterior do respetivo espetáculo, passa por um processo de verificação e validação pela equipa produtora do evento, sendo esta responsável por detetar eventuais fraudes ou erros. Em 2015, o júri da ARJ Macedónia e Montenegro foram considerados inválidos, situação que pode recordar AQUI.

Esta e outras notícias também no nosso Facebook e Twitter. Visite já!
Fonte: wiwiblogs / Imagem: wiwiblogs

6 comentário(s):

  1. Anónimo17:20

    Claro que a Suécia favoreceu a a Malta e Azerbaijão por terem equipas e compositores suecos , lisa ajax colocou a miracle em 1? Só não vem quem não quer ...

    ResponderEliminar
  2. O que ha de estranho em um (jurado) sueco gostar de sonoridades made in Sweden? O que ha de estranho em o Azerbaijao nao votar na Armenia ou vice-versa? Deem-lhe as voltas que derem,nunca se ira conseguir acabar com os votos por afinidade cultural/gosto musical similar/vizinhança/diaspora etc.!!!

    ResponderEliminar
  3. Anónimo19:54

    Mais grave me parece a mudança de opinião dos jurados da semifinal em que votam para a final. Claro que é mais do que aceitável que, ao depararem-se na final com canções da eliminatória em que não votaram, possam achar algumas destas melhores do que aquelas a que atribuíram pontuações altas na semifinal em que foram chamados a votar. Mas... e quando alteram significativamente a ordem classificativa das canções a que atribuíram boas pontuações na "sua" semifinal? Dois exemplos (podiam ser mais): do júri de um país "habituado a perder" e do júri do país vencedor. Os jurados de São Marino, na 1ª eliminatória, acharam a canção holandesa a melhor de todas; na final já era pior do que as de Chipre e da Rússia; aliás, nessa eliminatória (a 1ª) o júri de São Marino considerou o tema russo pior do que os da Holanda, Chipre, Azerbaijão, Malta e República Checa - na final a canção russa superiorizou-se e todas essas representações na opinião do júri desse pequeno estado. Terá havido tanta descida de nível nessas atuações e tanta melhoria na da Rússia? Bom, o intérprete estava mais seguro a subir as escadas, lá isso é verdade... De quinta para sábado, os jurados da Ucrânia viram acentuado demérito na letra, música e interpretação do tema australiano. Na 2ª semifinal tinha sido o melhor na sua opinião (e votação); na final já era pior do que as representações da Lituânia, da Bélgica, da Letónia, do Azerbaijão e de Israel, canções da mesma eliminatória da Austrália. Se a final tivesse tido lugar uma semana depois, a Austrália levaria decerto um zero do júri ucraniano...

    ResponderEliminar
  4. Anónimo10:06

    Y, ¿nadie critica las coincidencias de los jurados checo y lituano al valorar la canción rusa? Los jurados checo y lituano, conocedores de que Rusia era la gran favorita, acordaron votar a Rusia lo más bajo posible. El resultado del jurado checo sobre Rusia fue 25-25-25-24-18. El resultado del jurado lituano fue todavía más descarado: 25-25-25-25-22. Ningún jurado, al valorar un país, tiene tantas coincidencias como Lituania y la República Checa sobre Rusia. Parece sospechoso, ¿no?

    ResponderEliminar
  5. Anónimo23:57

    Quando eu disse que os votos dos júris foram (são e serão sempre) altamente suspeitos (submetidos a interesses inconfessáveis) não estava a inventar nada. O concurso admitindo estas práticas perdeu toda a credibilidade.

    Que país vai de novo ser prejudicado pelos jurados em 2017? Portugal de novo? Aí vou rebolar ao chão de riso. =p~ Nem vai ser necessário escrutinar os votos do júri de S. Marino...

    Mas deveria ser a França a perdedora. A França. Sempre a França. Sei porque digo isto. E isto que digo é reenviado a 2004. À festa de boas-vindas no palácio do sultão. À que começou a atirar em Istambul as bolas de canhão contra o televoto por favorecer os países balcânicos. E que depois se tornou no grande protesto da França oficial contra o televoto (vi debates sobre isso na tv francesa) que acabou mais tarde na introdução dos júris.

    Mas foram a Itália em 2015 e a Rússia em 2016 que foram massacradas pelos júris, escandalosamente. Por serem as evidentes favoritas dos povos europeus.

    A simples presença de jurados neste concurso é contra-senso.

    100% televoto. Sempre.

    Rui Neiva

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo21:45

      Falando na França: será que a canção da Arménia é sempre excelente e daí merecer sempre, de há uns anos para cá, o primeiro lugar no televoto francês? E países classificados nos cinco primeiros lugares da votação do júri (casos da Itália em 2015 e da Rússia em 2016) são realmente "massacrados" pelos jurados? Conheço, pelo menos, um país que, se ficasse num dos cinco primeiros lugares na votação dos júris, não sentiria o mínimo sinal de "massacre"...

      Eliminar

Temas em Destaque

 
Top